quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Meio termo.



            A política do pão e circo está de volta. Mas quem é que não gosta? Nem que seja um gosto mínimo e blindado. Os telespectadores esperam ansiosos a hora do confinamento chegar. Não só o confinamento dos participantes que estão em busca de 1 milhão e meio de reais, mas também o confinamento de nossas mentes, que passa a ter o ápice da manipulação feita por uma emissora. A TV tornou-se o ícone do brasileiro. Não pertence apenas a classes ricas, ou pobres, pertence a todos. É de fácil acesso e arranca dinheiro de nosso bolso, sem que possamos perceber. É óbvio que dessa parte a maioria já sabe, não é mesmo? É, eu também sei. Acabei de assistir esse programa. Confesso que há uns anos atrás, quando eu ainda não tinha ideais completos, o gozo pela vida dos concorrentes era sublime. Hoje, entro nas redes sociais e vejo apenas rótulos, de pessoas que experimentaram esse vício do BBB e de repente o jogaram fora. Concordo que a exposição, a perda de valores, o sexo e a futilidade são o grande foco dessa trama, porém, cabe a mim também mostrar que eles não são totalmente sangues-sugas. Gosto de analisar psicologicamente as personagens. Sim, aquilo, na minha opinião, é uma mini-novela da vida real. Na verdade, lá são explorados os medos, defeitos e angústias do ser humano. São brasileiros comuns, que também sonham, um sonho diferente do nosso, no entanto, é bem sonhado. Acho que acima de críticas, é preciso ‘entender’ de certa forma, as realizações que cada um deseja ter. Depende do caráter e de encontrar o limite para ganhar tamanha bolada. Apesar de serem evidentes os pratos sujos de cada edição, não posso deixar de ressaltar o princípio de brasileirismo evocado pela banca de diretores. Os negros, mulatos, a miscigenação é ponto forte ali dentro. Ah, já ia me esquecendo, a igualdade é outro lado positivo. Escolhem gays, lésbicas e o que quer que seja. Não importa a sua orientação sexual ou sua cor. Claro que eles procuram por ibope com certas escolhas, porém tento ver que ainda existe uma dosagem de personalidade dos produtores. E como é uma lei da vida, toda situação tem os seus pós e contras.

2 comentários:

  1. A análise real dos prós e contras de situações que caem no popular é muito complicada. Quando o Big Brother começou tds diziam adorar, agora tds dizem odiar, são poucos como vc que apenas sentam e analisam sem interferencia da maioria.
    Parabéns.

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    1. Acho o Big Brother uma grande palhaçada, e uma merda de um programa.
      Começo a ver as pessoas vidradas na vida de um outro ser e começo a sentir pena...
      Pena de ver que as pessoas não conseguem ter uma vida de verdade e se preocupam mais na vida alheia.
      Eu tenho grande pena da maioria do povo brasileiro, é claro que não posso generalizar, só que a mídia viciou nosso país e ele se estacionou nisso.
      Não existem mais grandes pessoas com grandes ideias, mas sim, pequenas pessoas com ideias espelhadas no que um dia alguém julgou essencial.
      E nessa perca de tempo total, as pessoas se mostram vagas.
      Vagas de ideais, vagas de desejos, vagas de vida.
      É claro que tem o lado humano que tu citou, mas eu me perco tanto no lado da falta de produtividade, que não consigo me atentar que são pessoas.
      E sei que são, só que buscaram um caminho estranho de chamarem atenção, buscaram o caminho mais fácil...

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