sábado, 23 de fevereiro de 2013

Transformações.



   As borboletas iniciam sua metamorfose a partir de simples lagartas que precisam encontrar um ambiente propício para a construção de seu casulo. Em sua primeira fase, procuram por alimento, crescem até certa época, encontram um local protegido e finalmente constroem a sua “morada”. Dentro do casulo, a lagarta, começa a se modificar, originando a chamada crisálida. No momento ideal a casca do casulo é rompida e a nova criatura com longas asas coloridas, em forma de borboleta, encontra a sua liberdade, partindo para o primeiro voo.
   Após experimentar o ato de voar, se depara com empecilhos que ameaçam a sua vida. Predadores, humanos, competição e disputa pelo seu parceiro sexual. Então, permanece lutando por sobrevivência e posteriormente inicia-se a sua fase de reprodução. Passado algum tempo, os ovos eclodem e originam novas lagartinhas que serão cuidadas pela borboleta-mãe até que possam, sozinhas, formar o casulo.
   As lagartas um pouco mais crescidas, partem. E as borboletas-mãe continuam com suas tarefas diárias. Até que um dia, segundo as leis da natureza, as borboletas-mãe ficam cansadas, envelhecem e morrem.
   Assim como as borboletas, passamos por etapas de transformação durante toda a nossa vida. Somos cuidados por nossos pais, quando crianças. Somos o centro das atenções. O instinto maternal proporciona grande parte de uma vida somente cuidando e amando um filho, abrindo mão de muito, para isso. Desta maneira, formamos nossa identidade de acordo com o que nos foi ensinado. Até que a adolescência se apresenta.
   Problemas aparecem, dores de cabeça para os pais, comportamentos estranhos, luta por ideais, inserção em grupos, afirmação da identidade, relacionamentos e a mais desejada busca pela independência. Depois de experimentarmos esta fase conturbada, nos tornamos adultos.
   Percebemos que a presente fase adulta é, em grande parte, consequência dos feitos de adolescente. As responsabilidades pesam, os pensamentos amadurecem, saímos da casa dos pais, construímos uma família e vivemos sentimentos jamais vividos. Procriamos, estabelecemos o mesmo cuidado e amor que os pais tiveram conosco, para com a nossa cria. Assim, o ciclo volta a se repetir. Os filhos partem e os pais, permanecem sozinhos, contemplando a terceira idade, até o último dia de vida.


sábado, 16 de fevereiro de 2013

Dissabores.



Os tons e as cores,
revelando dissabores.
 
A beleza das flores,
relembrando antigos amores.
 
O gosto dos sabores,
mesclado com os odores.
 
O reflexo dos retrovisores,
trazendo velhas dores.
 

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Porvir.

 
   Literalmente, o mundo dá voltas. E muitas voltas. Devido a este fato, é que digo: precisamos pensar na consequência de cada gesto ou palavra nossa. Uma hora podemos estar por cima, outra hora por baixo e é assim que caminha a humanidade. Todos os seres humanos possuem seus picos, ora estão altos, ora nem tanto. É inevitável, parece até uma lei que rege o universo.
   Devemos estar preparados para toda e qualquer situação imposta. Devemos colocar a cara a tapa, arriscar. Pois como dizia Heráclito, nós nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio. Nós sempre seremos diferentes, mutáveis.
   E quando a vida nos expõe a certos constrangimentos, logo perdemos o eixo. Enlouquecemos de medo, medo do que está por vir. Aliás, essa é uma expressão extremamente temerosa, pela maioria de nós, o ‘porvir’.
   A verdade é que estamos em um constante devir. A cada segundo algo é transformado em nós ou no próximo, e isso desencadeia uma série de reações, consequências. Na maioria das vezes, não temos jogo de cintura o suficiente, para aguentar as dobras da vida, sem nos abalar.
  Porém, após as quedas, aparece a calmaria para nos mostrar que a história se repetirá e que devemos estar prontos para esta repetição. É hora de reconhecer que cada detalhe desta imensidão  é um aprendizado. E são a partir destes aprendizados que conseguimos lidar com os nossos piores pesadelos.
  O ideal é manter-se equilibrado, manter-se na linha tênue dos supostos finais e dos prováveis recomeços.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Explicações.


    Boa tarde, leitores! Passei aqui para justificar minha ausência. Bem, se eu passasse na primeira fase do vestiba, eu teria que me isolar do mundo e abrir mão da minha vida social, pra tentar passar na segunda fase. E então, deixei algumas postagens programadas, para precaver. E foi o que aconteceu, Graças a Deus.
    Contudo, não tive tempo pra ler os textos dos meus blogs favoritos e comentar, como sempre faço. Confesso que senti saudades disso. Nós acabamos acostumando com a presença do relato de vocês e isso nos faz bem.
    Por isso, devido a minha falta de contato com o mundo exterior, nesta última semana, sinto que estou em dívida com vocês. Hoje e segunda, farei as provas, mas terça estarei aqui de volta à ativa, e tentarei recompensá-los. Tentarei passar pelos blogs que adoro, ler o máximo que puder e comentar os que gostar.
    Porém, enquanto terça não chega, vou ali me preparar psicologicamente para a batalha. Fui correr atrás do meu sonho e já volto. Avante à Psicologia na Federal!
    Enfim, torçam por mim, galera.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Cacos.


"Porque eu fico em pedaços quando me abro,  
 e eu não me sinto como se eu fosse forte o bastante."

    O ciclo começa, quando ouço essa música. Recordações de um passado não tão distante retornam ao meu interior. Um passado de lembranças inesquecíveis. Era de manhã, bem cedo, o céu ainda estava escuro, o sol nasceria em algum momento. Eu olhava pela janela do ônibus e em meio àquele percurso, minha mente viajava aos mais diversos lugares. Embora eu estivesse inflamada de emoções, continuava a me sentir quebrada.
    Então um sentimento inexplicável preenche meus pedaços, quando esta melodia acontece. O som dos violinos, a voz suave e ao mesmo tempo forte me faz pronunciar a letra como se estivesse no ápice do verbo 'sentir'.  Por estar sempre em cacos, os quais talvez eu nunca consiga unir, me sinto consolada, ao escutar.
    Por um momento, me sinto em perfeita sintonia com a canção, como se ela ditasse toda a história da minha vida. Por algum instante, me sinto completa. Completa por me entender a partir de pequenas notas musicais. Um complemento extremamente necessário  que me molda, me ensina, me recria.