quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Melancolia: boa e velha companheira.


Muitas vezes, fui julgada (e ainda sou) por deixar com que a boa e velha melancolia me rodeie. Contudo, pra falar a verdade, ela faz parte de minha excentricidade e reprimir algo tão presente, a ponto de me estruturar, é negar o que realmente sou.
A maioria das pessoas acredita que a melancolia é o mesmo que depressão. Antigamente, realmente era. Freud utilizava o termo melancolia como sinônimo de quadros depressivos. No entanto, com o passar dos anos notou-se controvérsias entre esses dois aspectos da personalidade.
Ao contrário do que pensam, a melancolia é atraente sob o meu ponto de vista. Gosto da maneira como ela me faz sentir, gosto de escutar músicas que convocam o lado mais sombrio do meu ser, gosto de ver filmes que trazem o meu lado emocional à tona, gosto de ler textos que fazem ressurgir a escuridão melancólica do meu peito.
É claro que, como todo e qualquer estado do ser, a melancolia também demonstra seu lado negativo. Há um sofrimento contínuo, o qual não existe explicação, mas caminha junto com o melancólico, ao longo do tempo.
A tal da melancolia, tão criticada, me dá a sensação de peculiaridade, de me fazer sentir diferente. E àqueles que insistem em dizer que tenho que me livrar dela, estão redondamente enganados...

A melancolia é a minha companheira de todos os dias!