domingo, 29 de janeiro de 2012

Diga não ao racismo e sim à igualdade humana.


               O vestibulando entra no site da universidade desejada e observa um número escasso de vagas para o seu curso. Desespera-se. Procura umas, duas, quinhentas vezes, se isso está correto de fato. Então encontra a seguinte frase ‘vagas destinadas ao sistema de cotas’.
               Primeiro, o sistema de cotas é falho. Há histórias de pessoas sem caráter que utilizam da sua esperteza, para notificar que o seu filho branco torne-se negro, para concorrer a uma vaga de maneira mais facilitada. Sim, os próprios brancos que tanto criticam as cotas fazem o possível e o impossível para participar delas, tirando assim a oportunidade de um verdadeiro negro de raça.
              Segundo, acho que é um afronto aos afro-descendentes. É claro que existe racismo no Brasil e isso precisa acabar rápido. Mas sinto que o sistema apenas desfavorece os negros. Por que penso desta maneira? É simples. Desde os primórdios, os brancos exploravam a escravidão. Com a desculpa de ‘levar a cultura aos povos inferiores’, abusavam do poder da raça ariana, na época. Assim, essa decisão hj, é o ônus que recebemos dos senhores de engenho no período colonial. É necessário reconhecer o quanto os escravos sofreram, porém com sinceridade esta lei é excludente, pois, os mulatos têm força e batalham para conseguir a ‘igualdade’ que não veio de maneira alguma com as cotas.
              Por mais que tenhamos um país intolerante há muitos negros, atualmente, que estão ganhando seu espaço no mercado de trabalho, nas escolas particulares e nas outras atividades sociais. No entanto, acho que estamos longe de acabar com a virilidade do preconceito. Devíamos ter como exemplo os EUA, que mesmo com tantas falcatruas, possuem um Presidente Negro no comando. Deram-lhe uma oportunidade e Obama fez história no país. Pode-se perceber, que os americanos são majoritariamente brancos e apesar disso, defendem os direitos dos afro-descendentes e elegeram um representante para o poder. Já em um país miscigenado como o nosso, reconhecido pela diversidade cultural, ainda existe tamanha discrimação.
             Bom, decidi focar nas cotas para os negros, porque como cidadã expressei minha opinião sobre tal assunto. Contudo, rapidamente, queria deixar claro que as cotas pra escola pública e índios devem ser mantidas, afinal, a pobreza e a não-incersão na sociedade, são os nossos maiores problemas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Bumerangue de revoluções.




        Mudei minha mente. A balança cedeu lugar ao peso. Quero arriscar, escolher e me desvencilhar. Não há mais muros para servir-me de apoio. Agora, é assim, peregrino pra frente ou pra trás.
        O novo despertou-me. As expectativas que embora sempre sejam quebradas, da pior maneira possível, se refizeram. Tenho ânsia por caminhos variados.
        Deixei o pensamento e me recriei. Parte de mim é impulso, é sentimento, é vida. Chamaram-me metamorfose ambulante.
        O racional continua intacto, mas escondido. Que ele venha à tona, apenas quando for preciso. Que ele chegue de mansinho sem assustar aqueles que amo. Que eu possa sentir, cair, aprender e voltar à razão.
        Preciso sentir às emoções a flor da pele, rejuvenescer, afinal sou uma pequena com alma de gigante. Embora jovem, passei por situações raras que o destino impôs. Talvez essa seja a explicação da minha maturidade. Maturidade que as vezes eu desejo que se vá e que a criança volte.
        É impossível fazer o certo, o tempo inteiro. É desnecessário me blindar desta maneira.
        O meu ser grita, clama, por uma nova chance. Pois bem, aqui estou, oferecendo-me uma oportunidade de ser feliz. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Buracolândia.



           Chegou o período chuvoso neste país tropical e junto com ele, vieram as lástimas. A chuva que atordoa famílias pobres alojadas em encostas e que temem perder a única esperança que lhe restam: a vida. Casas são botadas a baixo nos deslizamentos, crianças são soterradas e rodovias são interditadas. Abrem-se as crateras.
           Crateras que podem ser simples buracos citados na entrevista, mas que também conotam a abertura de feridas nos corações de muitos brasileiros. São lágrimas de perdas, enquanto não há justiça social.
           Como todo ano, o número de incidentes é devastador. O curioso é o fato de os governantes exigirem incessantemente que exerçamos a nossa cidadania, sendo que os próprios corruptos,violam o significado da palavra ‘democracia’. Aonde está o planejamento das cidades? E a garantia de um bem estar comum?
           Nos perguntamos e não temos respostas. Quando a situação torna-se insuportável, procuramos lutar pelo que é nosso de direito, através de jornais, como esse. E então, o meio para que cobremos todas as promessas feitas, é criticado por um engenheiro repugnante. Um homem que justifica a sua falta de competência para evitar os problemas, com críticas à imprensa.
          De fato, a prevenção deveria ser riscada dos dicionários. Ela não tem valor, perante tantos desastres. Ficam parados, esperando que hajam mais vítimas. É incrível como pensam em economizar, quando o assunto é a defesa do que possuímos. Sim, nós, que ainda esperamos exaustos um pouco de igualdade.
         Noticiam as enchentes, entram de luto e sensacionalizam a quantidade de mortos. Quando isso vai acabar? Quando vão deixar de falar e agir? Parece que é interminável.
         Eles não se preocupam com os sobreviventes, nem mesmo se ocupam de resgatar o que restou. Afinal, mais uma vez, somos tachados como parte de uma população que foi lançada à própria sorte, devido a concentração de renda na mão de poucos. Isso, não vai mudar.
          Confesso que ao ver essa entrevista em meio a tanta falta de segurança, algo bom me chamou atenção. Pelo menos uma mudança é certa. Os jornalistas que antes eram submissos, estão mostrando seus ideais. Não há mais aquela velha censura e se houver, eles não se importam mais. Por um momento, quis sentir o prazer que esta âncora sentiu ao desabafar, depois de tanto tempo. É, os olhos dela brilharam e a verdade veio à tona. 


Tá aí o vídeo, galera: http://www.youtube.com/watch?v=zBi5nRggKvw

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sumindo, aos poucos.


          Olhos marejados, vermelhos. Um vermelho rústico, fechado, talvez até mais vermelho que o meu próprio coração. É a única cor que eu consigo perceber nessa madrugada fria. Estou perdida, em crise, comigo mesma. Sem saber pra onde ir, que rumo seguir, que atitude tomar. As vezes tudo está muito estranho e a complicação é constante. Um único assunto que me traz o maior dos pesadelos. Que consegue me derrubar em questão de segundos e não me deixa levantar. É o nervosismo, a dor futura que me deixa enojada.
          Nos meus sonhos, estou em uma floresta, onde o verde da esperança reina e toma o lugar daquele vermelho sangrento. As pupilas se dilatam, ao ver a copa das árvores. É como se no alto delas, fosse meu refúgio. Refúgio do mundo, das pessoas, das eternas cobranças. Esta sensação de liberdade, logo se vai, quando desperto e encontro as paredes sujas de meu quarto.
          Sujas como a estranha que nele habita. Uma garota que se sente inferior, por ter uma característica fora do normal. Algo que ela não sabe de onde veio, nem pode explicar. Um sentimento que ela deseja se livrar, pela via racional, no entanto, a via sentimental ainda grita. Até quando vou me encolher e acordar com receios? Até quando essa tortura vai durar?
          É simples pra quem vê e um martírio pra quem sente. Há várias saídas, contudo, eu não encontro a minha, de maneira alguma. Quero uma trilha pra seguir, uma trilha pra felicidade, pro orgulho, assim como no mágico de Oz, em que a bela Dorothy encontra o caminho para casa.
         Preciso voltar a ser como antes: destemida. Tomar uma xícara de chá, sem pensar no amanhã e nas mágoas que ainda virão. Sentar no sofá e saborear os programas humorísticos em um domingo de família. Preciso não mais me preocupar e deixar com que a hora certa chegue. Sim, ela chegará, mesmo que tarde.
        Necessidade de parar os meus pensamentos por um instante, retirar esse ócio que me aflinge e viver, apenas viver.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

S.O.P.A - Senado Opressor com Política Agressora.



        Os EUA divulgou uma nota recentemente, com o fim de bloquear o acesso a determinados sites na América. A grande potência mundial após de altas críticas à Revolução Comunista da China, que determinava a censura, resolveu aderir a tal ideia. Por que agora? Depois de tantos anos. Será mesmo que o governo norte-americano, acredita que somos tão inocentes a ponto de não saber que por trás dessa lei, existe alguma prova de erros do Senado? Desde a Guerra Fria, o glorioso Estados Unidos da América, queria dominar o mundo. Eles não se contentam apenas em reprimir as suas redes sociais, mas influenciam na globalização de grande parte dos países.  A globalização que eles tanto defendiam e eram a favor, agora está entrando em contradição. Poderíamos chamá-la de ex-globalização.
        De fato, toda essa história não se resume a apenas, assegurar o direitos autorais de cantores e atores. A pirataria é uma máscara, para esconder o verdadeiro intuito desse projeto. É evidente, que com a opressão dos sites On line, os movimentos anti-governamentais diminuirão. A maneira dos jovens se interagirem e reivindicarem, será dificultada. Como é de prache encontraram uma forma de destruir os vínculos que anseiam por justiça.
       Com a aprovação da lei, teremos sérias conseqüências, que irão afetar, não só a distração virtual das pessoas, mas também, o trabalho pela internet e as opiniões de blogueiros, como nós. O mundo hoje é inspirado na tecnologia. A adaptação para esse avanço demorou anos e com essa decisão desejam regredir à estaca zero.
      Sinceramente, nada que é feito, para manter uma falsa imagem, me assusta. Senadores, estão protegendo seus atos e a aparência de ‘bom moço’.
      Se o objetivo da lei é garantir segurança aos cidadãos, isso já deveria ter sido feito há muito tempo, em outras ocasiões e com estratégias bem mais saudáveis, do que uma grande repressão.


Vídeo Motivador do Post. Vale a pena ver, muito bom. http://www.youtube.com/watch?v=HkxESKZpDmA

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O que há por trás?



           Lembro quando assistia e tinha 11 anos. Era o segundo filme e eu tampava os olhos, porque não poderia enxergar tamanha brutalidade. Eram cenas chocantes e cheias de sangue. Eu não gostava de terror, mas os meus amigos estavam lá e como toda adolescente daquela idade, eu tinha que provar que era forte. Os anos foram passando e eu comecei a acompanhar aquela trama de perto. Não perdia um lançamento e assistia sozinha. Foi assim que começou o meu vício pelo horror ficcional.
           Eu olhava as mortes e me sentia bem pela minha coragem, por agüentar firme e não fechar os olhos em cada cena. Esse era o meu intuito até os 13 anos. Eu era menina, e só queria que soubessem que eu poderia enfrentar os meus ‘fantasmas'.
           Á medida que surgiam novas histórias no cinema, elas também surgiam em minha vida. Eu ia amadurecendo e meus pensamentos tomavam forma. Nesse tempo, a película tomou outra cara. Deixou de explorar somente as torturas e passou a explicar o porquê delas. Eu ia entendendo e pensando no que levava o lendário Jigsaw a cometer tais loucuras. Quando descobri, parece que finalmente havia entendido o seu propósito. Dali pra frente eu tinha uma percepção diferente das personagens e buscava a psicologia para compreender melhor os fatos.
          Meus amigos não sabiam o porquê de eu amar um filme tão doentio. E eu nunca tentei explicar. Talvez agora seja a hora de expressar minha opinião.
          Jigsaw tinha câncer e era terminal. Ao descobrir a patologia, queria dar um fim na sua vida. Tentou o suicídio em um acidente de carro, mas saiu ileso. Por um milagre, seu coração ainda batia. Depois desse acidente, a sua maneira de encarar a realidade, mudou completamente. Sua mulher, não aceitava aquele novo homem e o deixou sozinho.
         Foi assim que começaram os jogos. O psicopata capturava pessoas que haviam morrido por dentro e mesmo assim continuavam andando. Pessoas que não davam o valor por respirarem a cada minuto. Pessoas que encontravam nos vícios, uma fuga para seus problemas. Matavam, bebiam, se drogavam, todos os dias. Sentiam-se um nada.
        O serial killer tinha a intenção de revelar que mesmo com tantas dificuldades, poderiam virar o jogo e seguir em frente, como ele fez. Além disso, Jigsaw mostra que quando vc menos espera, será julgado, seja aqui ou depois de sua morte. E assim, pagará pelos seus erros ou pecados. No entanto, por trás desse ideal, escondia-se o ódio que o maníaco tinha por estas pessoas. Fazia-os sofrer da pior forma possível, os explorava através de seus medos e quase ninguém escapava. Aqueles que por muito pouco, se mantinham de pé, recomeçavam e seguiam o ‘criador’.
        De fato, não temos o direito de sentenciar alguém, nem designar a sua morte. Porém é preciso ecoar na mente daqueles que precisam, que a vida é só uma e deve ser aproveitada intensamente. Deve-se deixar o egoísmo de lado e pensar em quantas crianças, adultos e idosos estão em pior situação, passando fome, sem moradia ou doentes. Estes sim, convivem com o sofrimento, contudo continuam sorrindo.
       Jogos Mortais não é apenas mais um filme com o objetivo de assustar as pessoas. É necessário ter uma visão de mundo e perceber a lição que ele nos oferece.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Névoas passageiras.




Levantei pela manhã, era cedo. Tive a sensação de ouvir o galo cantar. Saí para o meu novo percurso, quando me deparei com um nevoeiro. Busquei respostas dentro do meu próprio 'eu'. Sabia que aquela fumaça branquinha e gélida, era um sinal. Tempos difíceis viriam. No entanto, assim como o sol apareceria mais tarde, minha vida também seria iluminada, algum dia. Esperava com fervor às 10:00. Queria que os raios penetrassem meu corpo, pra me sentir menos incapaz. Queria que aquele belo dia quente, fosse uma remodelagem de otimismo. Ao amanhecer de um outro dia, precisava ter aquela estranha mutabilidade pertinho de mim, na cabeceira da cama.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Anseios confusos.



        Era um belo dia de chuva, como fora a semana inteira. Ela estava lá fora, olhando os pingos caírem. Decidiu mover-se até o carro de seu pai. Sentou no banco do motorista e encostou a cabeça no volante. Amanhã, era o dia. Ela completaria os seus tão sonhados 18 anos. Estava feliz, afinal esperava por isso há muito tempo. Mas de repente, bateu-lhe uma tristeza. Uma agonia por saber que agora, ela tinha que seguir o que planejou. Ser verdadeira, ser ela mesma, sair de casa ou ser expulsa. Enfrentar os seus medos, tomar decisões e encarar de frente os olhos arredios das pessoas que a rodeavam. Ela iria sofrer, esse era seu destino. Sabia que era algo permanente, mas não queria deixar de sentir. Queria ser livre, e como queria.
        Ficou presa em seu mundo interior, totalmente vulnerável. Perguntava-se ‘O que estou fazendo aqui? Qual é a minha missão?’ Olhava para o céu, e percebia o quão fantástico era todo o seu colorido. Sentia-se como uma nuvem branca, apagada, sem saber pra onde a Terra a levaria. Queria mover-se, correr, fugir, mas o cinto lhe prendia, assim como sua interminável insegurança. 



sábado, 14 de janeiro de 2012

Um exemplo, V for Vendetta.



       Um grito de liberdade contra inúmeros gritos de repressão. Um único sobrevivente que tem sede por vingança com as próprias mãos. O mascarado que não se orgulha por ter se tornado um revolucionário frio, que quer o bem de toda uma população européia, mas não consegue encontrar o seu próprio bem. Alguém que tornou-se calculista, em razão de uma corja de governantes deste país. Um Reino Unido que é exaltado atualmente, porém onde não é questionada a via para conseguirem tal êxito. Inocentes morrendo em guerras, nas mãos de um exército inescrupuloso que alega estar trazendo o progresso para os países invadidos. Um regime militar ficcional que oprime, usa e abusa do autoritarismo para se chegar a um fim comum: o poder. Poder de escolha, o qual é tirado dos homossexuais e concedido a racistas, que prendem, torturam. Famílias são destruídas em prol de uma violência inigualável, causada por uma orientação sexual não vigente na época. É esse poder, que move o mundo. Um poder de desconhecimento, de pré-julgamentos, sem bases ou ideais. Vozes que são abafadas na garganta, olhares que são perdidos por socos. Mas nem tudo está acabado, as esperanças se renovam, quando surge entre tantas pessoas, uma única, que defende e luta por mudanças. 
        V se empenha em mostrar, a todos, a verdade sobre a política. As falcatruas, roubos, patologias e desculpas esfarrapadas, encontradas por meliantes para se esquivarem de certas culpas. Meliantes que são o reflexo da maldade, governantes covardes que tem medo de se olharem no espelho.
        Um homem com desejo insaciável de mudar o mundo. Um solitário que tem o gosto de liberdade entre os lábios e aprende as mais numerosas artimanhas para remediar os agressores com seus próprios venenos. As chamas que aprisionaram o mascarado naquele incêndio, hoje queimam por dentro de seu ser. Uma chama que se torna luz, ao encontrar o amor inesperado em seu caminho. Será mesmo a  prova daquela frase ‘O amor vence tudo’? Penso que sim. Evey renasceu para a vida e V renasceu para o amor. Juntos são invencíveis. Com coragem e veemência, assistem à queda da sede dos bandidos. A morte de V simboliza o início de uma nova era, uma era de paz, onde muitos, estarão combatendo atrocidades e comemorando a vitória.  


Post dedicado ao meu amigo Léo Ribeiro. Não gostei muito, mas promessa é dívida. Quero ver o seu agora, neguinho.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Meio termo.



            A política do pão e circo está de volta. Mas quem é que não gosta? Nem que seja um gosto mínimo e blindado. Os telespectadores esperam ansiosos a hora do confinamento chegar. Não só o confinamento dos participantes que estão em busca de 1 milhão e meio de reais, mas também o confinamento de nossas mentes, que passa a ter o ápice da manipulação feita por uma emissora. A TV tornou-se o ícone do brasileiro. Não pertence apenas a classes ricas, ou pobres, pertence a todos. É de fácil acesso e arranca dinheiro de nosso bolso, sem que possamos perceber. É óbvio que dessa parte a maioria já sabe, não é mesmo? É, eu também sei. Acabei de assistir esse programa. Confesso que há uns anos atrás, quando eu ainda não tinha ideais completos, o gozo pela vida dos concorrentes era sublime. Hoje, entro nas redes sociais e vejo apenas rótulos, de pessoas que experimentaram esse vício do BBB e de repente o jogaram fora. Concordo que a exposição, a perda de valores, o sexo e a futilidade são o grande foco dessa trama, porém, cabe a mim também mostrar que eles não são totalmente sangues-sugas. Gosto de analisar psicologicamente as personagens. Sim, aquilo, na minha opinião, é uma mini-novela da vida real. Na verdade, lá são explorados os medos, defeitos e angústias do ser humano. São brasileiros comuns, que também sonham, um sonho diferente do nosso, no entanto, é bem sonhado. Acho que acima de críticas, é preciso ‘entender’ de certa forma, as realizações que cada um deseja ter. Depende do caráter e de encontrar o limite para ganhar tamanha bolada. Apesar de serem evidentes os pratos sujos de cada edição, não posso deixar de ressaltar o princípio de brasileirismo evocado pela banca de diretores. Os negros, mulatos, a miscigenação é ponto forte ali dentro. Ah, já ia me esquecendo, a igualdade é outro lado positivo. Escolhem gays, lésbicas e o que quer que seja. Não importa a sua orientação sexual ou sua cor. Claro que eles procuram por ibope com certas escolhas, porém tento ver que ainda existe uma dosagem de personalidade dos produtores. E como é uma lei da vida, toda situação tem os seus pós e contras.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Absurdamente absurdo.


            Acordei cedo hoje e fui fazer um exame. Eu sempre tive uma saúde de ferro, Graças a Deus, e nunca precisei ir  a hospitais, nem nada disso. Ao chegar naquele local, me deparei com o estado deplorável do atendimento. Disseram-me que ali era particular, então imagine se fosse pública. Idosos esperando longas horas, pra fazer uma ficha e assim esperar mais longas horas para fazerem seus respectivos exames. Na verdade, eu só encontrava a criticidade da situação nas manchetes dos jornais. Não pensava que eu estaria vivendo essa realidade. E eu fico me perguntando, se alguém tivesse que receber atendimento às pressas, se existissem casos de emergência, o que aconteceria? Talvez os próprios pacientes socorreriam a vítima, enquanto os médicos ficariam atrás das portas, sem saber do acontecimento. Está faltando suporte, investimento. É uma lástima saber que o dinheiro que poderia salvar uma vida, está agora correndo por aí, em grandes festas ou nas mãos dos milionários. Parece não haver importância. Claro, porque não sentem na pele. Agora quando eles precisam, são os primeiros a chegar, fazem amizade com as enfermeiras (os) e conseguem de alguma forma dar um jeitinho, típico do brasileiro, para furar a fila. É, o dinheiro compra tudo. E a gente fica aonde nessa história? No lugar que sempre estivemos, no meio do povo, na condição de miserável, esperando que um dia hajam mudanças.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ao lado de um livro.



Estranho é o meu desejo por textos, sem ter tocado em grandes livros. A minha vontade de escrever, se contrapõe à da maioria. Talvez por isso, eu não tenha crescido tanto nesse aspecto e utilize as letras apenas para demonstrar os meus sentimentos. Às vezes parece egocentrismo, quiçá egoísmo. A verdade é que não quero viver numa redoma de vidro. Posso desconhecer outras línguas, arranhar o português, não falar inglês ou até ter o mínimo de contato com a leitura. Não me orgulho de tal negligência. Devia ter ouvido os conselhos de mamãe desde a minha infância. Hoje estaria mais feliz, ao ler Paulo Coelho e Machado de Assis. Minha experiência é diferente. Vem da vida, das situações em que o destino me colocou. Arrisco a pensar que devido a este problema, escreva somente sobre mim. É, preciso buscar uma biblioteca e rápido. Sinto que minha ânsia de ‘mudar o mundo’ está se limitando a pequenas e meras palavras. Estou tropeçando no vocabulário e nos assuntos. Mas nunca é tarde, para correr atrás. Nunca é tarde para extrapolar, conhecer o novo, contemporizar. A dificuldade insistirá, porém o hábito pode detê-la. Não quero ler como antes. Ser uma leitora por obrigação. Quero que esta prática seja permanente e me faça viajar aos mais diversos lugares do universo. Quero gostar de folhear as páginas, e não apenas deixá-las em branco.