sábado, 26 de janeiro de 2013

#AcordaBrasil

       

  Nas últimas semanas o governo realizou uma enorme propaganda do seu grande feito: o aumento do salário mínimo. Milhares de brasileiros sobrevivem com 622 reais atualmente, mas o reajuste anunciado “mudará” a vida dos mesmos. O então novo salário mínimo passará a ser de 678 reais.
  A verdade é que tal aumento trata-se apenas de uma jogada política. Aliado ao reajuste, o preço do pãozinho , da energia elétrica, das passagens de ônibus e do arroz continuam subindo. Desta maneira, tal projeto é apenas compensador, levando o direito dos cidadãos à estaca zero. Que ironia, não?
  Além disso  o reajuste salarial comparado aos impostos abusivos que são sugados de nós, é praticamente insignificante. Impostos que se direcionam ao bolso dos governantes, os quais, ganham 20 mil reais por mês, devido a realização de medidas como o falso aumento salarial. 
   Toda esta situação que promove o caos social deve acabar. E para isso, necessitamos lutar pelo que nos pertence, pois, os nossos deveres são cumpridos, a partir de pressões e exigências severas do Estado.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Palavras, apenas palavras.




" (...) Platão dizia que a linguagem é um pharmakon. Esta palavra grega, que em português se traduz por poção, possui três sentidos principais: remédio, veneno e cosmético. Ou seja, Platão considerava que a linguagem pode ser um medicamento ou um remédio para o conhecimento, pois, pelo diálogo e pela comunicação, conseguimos descobrir nossa ignorância e aprender com os outros. Pode, porém, ser um veneno quando, pela sedução das palavras, nos faz aceitar, fascinados, o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se tais palavras são verdadeiras ou falsas. Enfim, a linguagem pode ser cosmético, maquiagem ou máscara para dissimular ou ocultar a verdade sob as palavras."
                                                                                              
                                                                                        Marilena Chauí.

     Diante deste pequeno fragmento, eu lhes pergunto, em qual dos três sentidos estamos empregando as palavras? Afirmo, que abrangemos os três significados quando consideramos a linguagem atual, pois há uma relação de interdependência entre eles.
     Tudo o que dizemos, está sujeito à contradição. Dotamos de uma verdadeira insegurança quando pronunciamos uma palavra, frase, texto e derivados. As vezes não sabemos o que a palavra quer realmente exprimir, as vezes 'assassinamos' a gramática, as vezes realizamos discursos mal ditos e principalmente empregamos a linguagem da maneira que queremos ou necessitamos, como se fôssemos os autores de todo um contexto linguístico.
     Tais erros são construídos devido à falta de informação e talvez com uma boa leitura, poderemos aumentar a nossa fonte de conhecimento. Porém, o problema máster é a frequência ininterrupta com que utilizamos as palavras para dissimular o que somos ou sentimos, ou seja, abusamos da linguagem como cosmético.
     Aplicamos a ambiguidade a nosso favor, manipulamos palavras e consequentemente influenciamos ideias. Usufruímos do nosso discurso em benefício próprio, seja através de palavras não ditas ou por meio de palavras ditas de forma enganosa. E então, a linguagem não é vista com seriedade. Ela torna-se produto dos sujeitos incapacitados de conhecer o verdadeiro poder das palavras. 
     Desta maneira, o discurso equivocado é passado adiante, sem que ninguém questione se é verídico ou não. A partir desta situação, a linguagem deixa de ser cosmético e começa a ser veneno. Veneno, o qual, nos cega, impedindo que possamos questionar o discurso do outro, antes de nos apropriarmos dele.
     A fim de vencer a alienação originada pelo excesso de veneno, podemos experimentar a linguagem como remédio, encontrando nas palavras o caminho para a transformação. Encarando a linguagem como algo essencial e que nos diferencia dos demais seres. Algo que nos possibilita aprender com o outro, expressar sentimentos e ideais.
     Nós, os contemporâneos, não só precisamos como também devemos valorizar o que é dito e o que é ouvido. É necessário cumprir com o nosso discurso e perceber que a magia das palavras é imensa demais para ser jogada ao vento.

sábado, 12 de janeiro de 2013

O que somos senão a nossa essência de ser?


"Em tempos de ditadura da beleza, o corpo é massacrado pela indústria e pelo comércio, que vivem da nossa insegurança." 
                                                                          Paulo Moreira Leite

    O conceito de beleza é bastante abstrato para que possa ser devidamente definido  de acordo com as regras sociais. É um conceito criado pelo próprio homem, o qual, para se obter lucro de tudo e todos, estabelece uma ditadura neste aspecto. É evidente que a maioria dos cidadãos detentores de poder, criaram parâmetros físicos, para que nós, os consumistas alienados, possamos correr sempre atrás do que nos leva a sermos bem vistos pelo próximo. É uma questão totalmente capitalista. O que me intriga mais, é o fato de ninguém, ou melhor quase ninguém, observar tal problema. Enquanto o dinheiro está transbordando no bolso das grandes lojas, cirurgiões, salões de beleza, estamos nos preocupando em fazer o que querem que façamos, em ser como eles desejam. 
     Em meio a este paradoxo, eu me pergunto: Por que o significado de ser "bonito" tornou-se tão simples aos olhos de terceiros? Ser bonito, aliás, ter beleza, está muito além do que ter um corpinho sarado, olhos verdes e cabelos louros. Ter beleza implica o fato de sermos ou não responsáveis por cultivar a nossa essência da melhor forma possível. E essa essência fica ainda mais linda, a medida que encontramos no outro, um sorriso provocado por nossos atos ou palavras.
     Mas quem é que pensa desta maneira? Quem é que vê a beleza real? Quem é que olha o ser humano por sua personalidade e não por seu estereótipo? 
  Mesmo que nos esforcemos, o que é físico acaba nos dominando. No tempo contemporâneo, vivemos de acordo com a aparência, julgamos o ser humano pelo que ele é por fora e muitas vezes desconsideramos o que este é por dentro. Não existe liberdade quanto a isso. Não somos livres pra escolher repararmos somente no interior de alguém, pois a sociedade, desde seus primórdios, nos impôs o que podemos ou não reparar.
  Sim, a beleza física é importante, mas afirmo que a personalidade de um ser, é infinitamente bela e complexa.
    As vezes, penso no mundo como está hoje, onde vemos gente vendendo seu corpo por milhões de dólares; gente que sai beijando 10 em um balada, sem saber quem está beijando de fato, pois leva em conta só o exterior; gente que tem vergonha de apresentar seu namorado(a) pros amigos, devido à aparência do mesmo(a); gente que é contratada por uma empresa, por conta de sua 'boa forma física'. 
   Penso que a sociedade deveria enxergar as pessoas segundo a sua essência, pois somos como as frutas, que perdem a casca para evidenciar o gosto de sua polpa.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Vomitando angústias.



     Estou cansada. Cansada de tentar realizar algo útil e sempre cair nas teias dos meus defeitos. Eu pensei que seria diferente, mas era ilusão. Que não existem pessoas perfeitas, ah, isso eu já sei! No entanto, como lidar com esta angústia corrosiva? Como lidar com essa repulsa que as vezes tenho do meu próprio ser?
     Ando buscando alternativas. Ando buscando recuperar minha autoestima, meu amor próprio. Porém, parece que quanto mais eu busco aspectos positivos, a vida insiste em me mostrar o que é negativo aqui dentro. Tudo isso, me leva à extrema exaustão.
     No começo da minha adolescência sentia-me a dona da razão. Por um bom tempo, fiquei imersa em comportamentos como este. Até que, uma hora, a gente acaba percebendo que aquele defeito (ou erro) não está te levando a lugar nenhum. E decidimos apostar em uma transformação.
     Pois bem, eu pensei que estava conseguindo me transformar, só que não. No ápice de meus 18 anos de idade, pessoas que eu amo (e que só querem me ver bem, por isso me confrontam com a verdade), decidem abrir meus olhos, antes que seja tarde. Disseram que sou moralista. E então eu fiquei refletindo sobre aquele argumento que usaram.
     Cheguei a conclusão que por mais, que eu o faça sem intenção, infelizmente, eu o faço.
Antes eu era reclusa e guardava os ideais apenas em meu ego. Porém hoje eu me expresso demais, embora os meus discursos, na maioria das vezes, sejam conforme a realidade propõe, eu não tenho esse direito. Não tenho o direito de permear na vida de alguém (mesmo que sejam meus amigos e família) e dizer o que é certo e é errado. Eu reconheço.
     Ontem, quando deitei a cabeça no travesseiro, senti o gosto das lágrimas salgadas, como há muito, não acontecia. Chorei como criança e uma dor me invadiu. Sinto-me perdida, como se não soubesse que decisão tomar. Talvez eu teria que abrir mão do que construí em minha história e me reinventar em todos os aspectos.
     Enfim, apenas quero realizar o meu desejo. O desejo de deixar para trás esse falso moralismo, essa razão equivocada que me assola e me destroça.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Quanta ignorância!


     Durante todo o dia de hoje, venho passando por uma experiência um tanto quanto desagradável. À tarde fui dormir, para recuperar o sono perdido na noite anterior. Neste meio tempo, o vizinho ao lado ligou o som do carro na maior altura, de forma a estremecer as paredes e as janelas da minha casa.
     Este fato já vinha acontecendo algumas vezes e por sermos moradores novos aqui, não "devemos" reclamar, afinal, os moradores de longa data permanecem calados e quem somos nós para colocar ordem na casa, se chegamos há pouco tempo, não é mesmo?
     Bem, o mais interessante de tudo isso é a falta de respeito do ser humano. O homem que sempre está focado apenas em seu próprio umbigo, sem se colocar no lugar do próximo.
    Ainda me pergunto: Cadê o respeito mútuo? Sabe, o nosso direito termina, quando o direito do outro começa. Sim, eu adoro essa frase porque ela é demasiadamente verdadeira, não só nessa situação, como também em todas as outras. Mas, contextualizando, a pessoa está no direito de ouvir a música, contanto que ela não prejudique ao outro, nem provoque uma invasão na privacidade alheia.
    Resumindo: O que custa abaixar o volume, para que ambos se sintam bem? Porém, parece que a pessoa tem o prazer em ver seu carro mega potente e sendo o centro das atenções.
    Enfim, é preciso ter mais empatia, pessoal. É preciso se questionar sobre suas atitudes em relação às demais pessoas. Não podemos sair por aí, fazendo o que der na telha, sem respeito, sem pensar nas consequências para o próximo. Agir desta forma, é contemplar a ignorância.