sábado, 30 de novembro de 2013

A irracionalidade humana.


    Diariamente, vemos uma infinidade de notícias sobre pessoas que são assassinadas repentinamente ou em ocasiões corriqueiras, por motivos “bobos”. É claro que não existe nenhuma justificativa para tirar a vida de alguém, porque isso não cabe a nós, mas os crimes que mais me chocam são aqueles que denotam a desumanidade do próprio homem.
    O ser humano movido pelos seus instintos, desconsidera o outro e perde totalmente o seu raciocínio. Nesses casos, passamos a ter a condição de “animais”.
    A impulsividade pode gerar consequências desastrosas, pois a partir do primeiro ato instintivo, outros serão desencadeados de forma desenfreada. Pois bem, exemplificarei o que quero dizer.
    Há um tempo atrás ocorreu um assassinato em Goiânia que teve seu início devido à reclamação do cliente na demora do preparo da pizza. Então, o cliente discutiu com o dono do estabelecimento e não queria pagar mais pelo serviço.
     No dia seguinte, o cliente voltou ao local, levando suas duas filhas com ele, para conversar com o dono da pizzaria, a fim de colocar tudo em pratos limpos. O cliente estava na defensiva, com uma atitude pacífica. Contudo as câmeras de segurança demonstraram um comportamento “agressivo” por parte do dono da pizzaria. Por fim, este último, saiu de trás do seu balcão, encurtando a distância entre os dois. As filhas do cliente tentaram apartar a briga e em um instante de total irracionalidade o dono do estabelecimento, sacou sua arma e disparou, enquanto todos corriam. Um desses tiros, acertou a filha mais nova do cliente. A menina permaneceu na UTI por um tempo, mas veio à óbito.
     Em meio a esta situação, percebo o quanto a impulsividade do ser humano, o domina quando está em seu ápice. Parece que a o impulso, é um “motor” para realizar uma ação impensada como a que foi expressa. E o curioso, é que isto ocorre com mais frequência do que imaginamos, no entanto, ficamos tão perplexos perante a notícia que esquecemos de analisar os trâmites da cena.
     O fato é que atos impulsivos como tal, precisam ser controlados. Ou se não, vidas serão destruídas. E neste caso, não digo apenas a vida da vítima, mas também, do sujeito impulsivo. A verdade é que ambos saem perdendo.
     Portanto, sou a favor de que cada pessoa descubra a maneira de conter sua ira. É necessário que deixemos de ser regidos pelo instinto. É necessário pôr fim aos riscos para si mesmo e para o seu próximo. Precisamos nos perceber e agir como seres humanos e jamais perder essa dignidade.

Obs:  Texto escrito em Julho. O relato do assassinato na pizzaria, ocorreu naquela época. 

sábado, 23 de novembro de 2013

2 - Sobre brigas.

[Cap. 1] Coisas que não entendo.


      Bom, pessoal, resolvi escrever a segunda parte da série “coisas que não entendo.” Pois bem, o tema central de hoje serão as brigas, as quais, odeio e tento evitar ao máximo, mas as vezes, é impossível. Seguem-se 3 incompreensões em relação às brigas.

1) Xingar: Eu simplesmente não entendo a necessidade de utilizar palavrões em meio a uma briga. Ao meu ver, a ofensa do palavrão está nos olhos de quem vê. Na verdade, são expressões como outras quaisquer, que foram conotadas de maneira diferente pelo ser humano.
                         
2) Gritar: Outra coisa, a qual não compreendo, é a alteração de voz de um dos lados, em uma discussão. Como se levantar a voz, fosse adiantar na resolução do problema. Tudo bem, que dependendo do “oponente”, a elevação do tom de voz, pode se transformar em uma intimidação, mas mesmo assim, não acredito ser uma justificativa tão plausível.

3) Agredir:  A agressão física tornou-se uma forma de medir forças com o “adversário”.  A grande questão é que as pessoas não raciocinam que ao agredir o outro, inicia-se um “ciclo” sem fim, gera sede de vingança, de revidar. Violência gera violência.

     Por fim, queria ressaltar a minha posição perante às brigas ou discussões. As pessoas deveriam se colocar nos seus devidos lugares e conversar pacificamente. Não há nada melhor, do que encontrar a resolução de um problema através da diplomacia. Acredito que desta forma, até podemos destacar a nossa posição como “adultos” e também como “seres humanos”.

sábado, 16 de novembro de 2013

[Parte 2] O Quarteto.


      Junior correu adiante, puxando as meninas pelas mãos.  Atrás, Juca e sua gangue, gritavam ofensas: Nerds! Excluídos!  Zero à esquerda!
      Por fim, os amigos encontraram uma velha ponte à sua frente. Contudo, ela estava com uma das partes deformada e quando Evelyn pisou na madeira, a ponte bambeou. Então, regressaram. Não havia escapatória, iriam levar porradas ali mesmo.
      Suspiraram fundo, engoliram seco e miraram a aproximação da gangue. Juca estava a 10 metros de Junior, que escondia suas amigas atrás dele. O mafioso chamou Fábio, o mais alto do bando, e retirou um soco inglês do bolso.  Apontou para Junior e disse ao parceiro: - Traga o marica aqui!
      O garoto estremeceu e seus olhos ficaram marejados. Ele foi arrastado por Fábio,  ficando frente a frente com Juca. O mafioso deu-lhe um soco no rosto, quebrando-lhe o óculos. Posteriormente, o empurrou para perto da ponte.
      Junior enxergava muito pouco, sem seus óculos garrafais. No entanto, Juca não ligou para a limitação do “marica”. Mandou-o andar pela ponte, se não, bateria em suas amigas. O garoto reclamou e repetiu várias vezes que não estava enxergando, mas não fora ouvido.
       Se havia algo que Junior abominava, era quando um homem batia em mulher.  Devido a este fato, decidiu arriscar a sua própria vida, em prol da segurança de suas amigas. Levou suas mãos a frente  para perceber aonde começava a ponte e vagarosamente, sentia a madeira em seus pés.
       As meninas choravam compulsivamente, mas tentavam orientar o amigo, para que a travessia fosse rápida. De repente,  uma tábua da ponte que estava parcialmente quebrada, tirou o foco de Junior e fê-lo escorregar rapidamente para a parte lateral da ponte. O grito do garoto denotava um medo incalculável. A única coisa que o segurava e o impossibilitava de cair nas pedras abaixo, era a corda da ponte.
       Todos ficaram aflitos. Uma culpa invadiu o ser de Juca. Ele gritava aos companheiros: Façam algo para salva-lo. Todavia, eles balançavam a cabeça e diziam que a ideia fora imposta pelo líder.
       Os dedos de Junior começaram a ficar cansados e deslizavam pela corda. O garoto estava à beira da queda. Juca, em um ato de impulso, correu cuidadosamente pela ponte até o local onde o nerd estava. Agarrou-lhe a mão, trazendo-o para as tábuas firmes novamente.
       Os dois se entreolharam e voltaram para a mata, um ao lado do outro. Junior, abraçou suas amigas e sentiu alguém passar os braços por eles. Para sua surpresa era Juca, que em um instante de arrependimento, pediu perdão ao quarteto.
       Nos dias que se seguiram, houve transformações no grupo dos “nerds”. Agora, eles eram bem vistos pela coragem e força. Ao longo do tempo, puderam mostrar as qualidades que tinham. Passaram a interagir com os outros e principalmente com Junior, que se rendeu ao grupinho. E a partir deste dia, o bullying jamais fora praticado novamente na Escola dos Saberes.


sábado, 9 de novembro de 2013

[Parte 1] O Quarteto.


     Chegara o dia tão esperado. Junior, Clara, Evelyn e Patrícia sentiriam um pouco de liberdade pela primeira vez. Sempre foram excluídos, motivo de zombaria na escola e por isso evitavam sair pelas ruas, devido ao medo do constrangimento.
     Chamados de nerds, não participavam do grupo geral. Iam da casa pra escola e  vice-versa. Ao adentrarem suas respectivas residências, permaneciam no quarto, até o momento das refeições familiares. Conversavam via sms, para não se sentirem sozinhos. Querendo ou não, criaram um ciclo de dependência e de segurança, que sentiam um no outro.
     Junior, o mais velho dos quatro (18), decidiu tomar a dianteira na decisão de seguirem em frente, de recomeçarem. Clara, no ápice de seus 16 anos, aceitou a proposta instantaneamente. Já Evelyn (17) e Patrícia (15) tiveram que ser convencidas de que era uma boa hora para respirar novos ares, viver novas experiências.
     Aquela manhã de outono não seria a mesma, para o quarteto. Os pais estavam receosos, mas sempre apoiavam-nos. Levaram seus filhos para pegar o bondinho, a fim de desembarcarem na montanha e seguir por uma trilha.
     Os quatro estavam maravilhados com a visão que se tinha do alto. Observavam o verde das matas fechadas, além da imensidão das árvores.  Quando pisaram em “terra firme”, sentiram o frescor do ar frio, cortar a pele, fecharam os olhos e se deixaram levar pelo momento de felicidade. Porém, este, duraria pouco.
      Enquanto, o quarteto andava pela trilha da pequena floresta, Junior foi atingido por uma pedra na cabeça. Os olhares dos amigos, se voltaram para trás, deparando-se com Juca e sua gangue. Junior foi socorrido por Evelyn, porém quando observou quem estava na sua frente, teve ataque de pânico, por alguns minutos. O rosto de Patrícia e Clara começaram a envermelhar, enquanto Evelyn suava frio.
      A cabeça de todos ali presentes, girava. O quarteto não acreditava no que estava acontecendo. A diversão, logo, determinou o seu fim.

domingo, 3 de novembro de 2013

Fica solidão!


     Olhos famintos. Passos trôpegos em direção ao horizonte. Procurando por alguém, que já não retornará. Desejando um dia que não regressará.
     Um amor que se foi. Um amor que está além dessa janela pela qual observo os pingos de chuva caírem nessa tarde solitária.
     Disse-lhe que te esperaria, talvez eu tenha me enforcado com as próprias palavras.
     Disse-lhe que te doaria o meu coração, talvez você o tenha despedaçado.
     Talvez, talvez, talvez... E foi nesse talvez que tudo finalmente acabou.
    Talvez você cruze o meu caminho novamente, talvez não.
     Não viverei a esperar esse suposto momento derradeiro. Não darei um tiro no escuro. Pelo contrário, ficarei onde sempre estive. Sozinha, comigo mesma.
     Sem me importar quando chegar alguém querendo roubar este coração. Sem importar se alguém entitular-me amor.
     A solidão é minha amiga, fiel, companheira. E eu apenas, não quero larga-la, por uma nova decepção.
     Pronto, ao lado dela, não tem espaço pra mais ninguém. Fica solidão, mas fica pra sempre!