sexta-feira, 9 de junho de 2017

Um ano.

Resultado de imagem para escuridão


Um ano, descontínuo, longe da escrita. Um ano sem desabafos. Um ano sem palavras para expressar meu eu interno. Um ano de muitos pesadelos, dificuldades e lutas. Um ano com a angústia incansável sempre ao meu lado. Um ano de muita mudança, de novas perspectivas. Um ano da descoberta de que vivo imersa em uma escuridão interior, a qual desconheço as causas. Um ano que me tornei estranha para mim mesma. Um ano que assisti toda a minha identidade entrar em colapso e ruir. Um ano que não sou quem eu acreditava ser. Um ano que perdi o fôlego. Um ano que enlouqueci. Um ano que passou arrastado. Um ano de crises depressivas. Um ano desconexo. Um ano brigando comigo mesma.  Um ano de dúvidas e incertezas. Um ano de muitas frustrações, perdas, partidas. Um ano de muita solidão. Um ano de complicações. Um ano procurando algum sentido para seguir em frente. Um ano, ou melhor, o ano mais longo na tentativa incessante de me redescobrir, redesenhar e finalmente saber quem sou. 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Desabafos de um sábado à noite.

                                             Resultado de imagem para o amor é como um precipicio a gente se joga


            O amor, ah.... o amor. Sentimento que move o mundo, mas que poucos tiveram o prazer de desfrutar/sentir. Sentimento tão amplo e inexplicável que não há definições ou mensurações específicas para tal palavra. Sentimento esse que por diversas vezes é permeado por frases clichês do tipo "quem ama nunca desiste", "quem ama nunca vai embora, se foi, não é amor" e que a maioria das pessoas tomam como verdade absoluta perpetuada pelas redes sociais. Mas, no fundo, será que essas frases fazem mesmo sentido? Ou será que cada situação de um relacionamento amoroso é subjetiva demais para ser enquadrada em "slogans" clichês? 
Tenho me questionado frequentemente sobre o que é o amor, porém não encontrei resposta. Será como o amor sobrevive depois de longos anos de casamento? Há tantos casais que o amor se baseia em pagar contas e cuidar dos filhos. Será que essa é a faceta do verdadeiro amor? Amor, pra mim, é cuidar, querer bem, ser companheiro, ter um relação saudável, planejar e querer partilhar a sua vida com alguém. Amor é ter atitude, é falar menos e demonstrar mais, é ter empatia, é se colocar no lugar do outro, é ceder, é compreender e amadurecer junto. Em meio a essa diversidade de relações atuais, há tantos relacionamentos por aí com um significado invertido de "amor". Relacionamentos abusivos, manipulados, onde as pessoas se prendem àquelas frases que citei acima e nunca "desistem". O fato é que nesses casos desistir é insistir em si mesma, no seu bem-estar, é desistir de estar sempre à disposição do desejo do outro. 
     Eu amei e continuo amando, mas desisti. Compreendo a personalidade daquela que foi minha parceira e é bastante justificável ela ser assim, por tudo que já sofreu, contudo, é hora da coragem vir à tona e de me colocar em primeiro lugar. É hora de redescobrir o que é amar a mim mesma, é hora de me reconstruir, de mudar, de deixar o ciclo vicioso no passado, de me permitir uma nova chance. Sou julgada por ter escolhido ir embora enquanto amo, sou taxada como aquela que "se amasse de verdade, não teria desistido". E por mais que eu saiba as inverdades contidas nessas palavras estereotipadas, ainda vem a culpa, a culpa por tê-la deixado sozinha, a culpa por não estar presente quando ela precisa, a culpa por me responsabilizar pelo fim. E aliado à culpa se sobrepõe o sofrimento, que me faz permanecer assim, nessa ambivalência amorosa, na esperança de que dias melhores estão por vir.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Simplesmente se foi.



          Você se foi e levou consigo a minha crença na amizade. Você se foi e desperdiçou o sentimento terno que eu havia depositado em nós. Você se foi e proferiu palavras que eu não gostaria de ouvir. Você se foi e me deixou sem explicar. Você se foi sem tentar consertar. Você se foi após uma sucessão de erros, sem pestanejar. Você se foi sem pensar, sem olhar para trás. Você se foi por uma situação momentânea. Você se foi e não nos ofereceu uma chance. Você se foi muito fácil. Você se foi e eu fiquei, quebrada. Você se foi e trouxe à tona a decepção. Você se foi e me deixou apenas a ilusão. Você se foi em meio a julgamentos inexplicáveis. Você se foi e resolveu esquecer/apagar tudo o que vivemos. Você se foi sem me ouvir, sem conversar. Você se foi, cheia de rancor, e deixou o vazio em meu peito. Você se foi e apagou da sua memória os nossos momentos felizes. Você se foi e carregou consigo apenas dor, fúria, raiva e ódio. Você se foi e, desde então, a falta se instalou em mim.  Você se foi, e, ainda hoje, a sua ausência é eminente. Você se foi e me marcou. Você se foi e eu não mais voltarei a ser como antes. Você se foi levando um pedaço de mim que jamais será reparado. Você se foi e me enganou com as suas palavras/atitudes. Você se foi e me despertou a ira. Você se foi e me deixou temerosa quanto ao outro.Você se foi e eu me protegi de todos depois de ti. Você se foi e, após muito tempo, o que restou foi angústia, sofrimento e amargura. Você se foi e eu finalmente te conheci de verdade. Você se foi e me deixou irrecuperável. Você se foi e eu não superei a sua partida. Você se foi e interrompeu a nossa amizade. Você se foi e escolheu ir. Você se foi, do verbo ir embora e nunca mais voltar. Você se foi, simplesmente se foi.

sábado, 31 de outubro de 2015

Angústia de vida.


Quando não se enxerga o futuro,
quando não há um caminho seguro,
quando não há mais motivação,
quando não se encontra solução,
quando a sua vida é dispensável,
quando não há pensamento saudável,
quando não há razões para permanecer,
quando um fim deseja ter,
quando não há porquê escolher,
quando só o que resta é sofrer,
quando se quer desistir,
quando se quer deixar de existir...

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Melancolia: boa e velha companheira.


Muitas vezes, fui julgada (e ainda sou) por deixar com que a boa e velha melancolia me rodeie. Contudo, pra falar a verdade, ela faz parte de minha excentricidade e reprimir algo tão presente, a ponto de me estruturar, é negar o que realmente sou.
A maioria das pessoas acredita que a melancolia é o mesmo que depressão. Antigamente, realmente era. Freud utilizava o termo melancolia como sinônimo de quadros depressivos. No entanto, com o passar dos anos notou-se controvérsias entre esses dois aspectos da personalidade.
Ao contrário do que pensam, a melancolia é atraente sob o meu ponto de vista. Gosto da maneira como ela me faz sentir, gosto de escutar músicas que convocam o lado mais sombrio do meu ser, gosto de ver filmes que trazem o meu lado emocional à tona, gosto de ler textos que fazem ressurgir a escuridão melancólica do meu peito.
É claro que, como todo e qualquer estado do ser, a melancolia também demonstra seu lado negativo. Há um sofrimento contínuo, o qual não existe explicação, mas caminha junto com o melancólico, ao longo do tempo.
A tal da melancolia, tão criticada, me dá a sensação de peculiaridade, de me fazer sentir diferente. E àqueles que insistem em dizer que tenho que me livrar dela, estão redondamente enganados...

A melancolia é a minha companheira de todos os dias!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Promessas (des)cumpridas.


Quando nos apaixonamos, começamos a falar frases sem nexo, inverdades movidas pelo calor da emoção, falsos planos, metas inatingíveis, promessas incumpríveis...
Ao passo que alguém por quem estamos apaixonados se comporta desta maneira, nos inclinamos a querer acreditar em tudo o que nos é dito. É aí que se cria a tal da expectativa, tão esperada, mas também tão temida, caso seja frustrada.
Tenho me sentido um pouco exausta de ouvir promessas que caem por terra na primeira oportunidade. Palavras são quebradas e corações são rompidos. Pessoas que dizem que vão ficar e nunca irão embora. Nunca é uma palavra muito forte e a maioria dos amantes esquece este pequeno detalhe. Proferem-na de forma desordenada, sem nem pensar.
O fato é que nos iludimos por palavras doces, as quais queremos ouvir e acabamos esquecendo de colocar a razão em primeiro lugar. Saber filtrar e ponderar o que se deve, de fato, acreditar. Se você não pretende fazer aquela promessa acontecer na prática, simplesmente não prometa. Prometer e não cumprir remete à perda de credibilidade.
Infelizmente quando somos inundados por um sentimento, agimos de forma descontrolada e destemida. Lançamo-nos do céu ao abismo, sem contrabalancear se é ou não viável naquele momento. Em grande parte das vezes, a profundidade com que nós encaramos o relacionamento é diretamente proporcional ao sofrimento que iremos passar.
Sejamos temerosos, desconfiados, racionais na medida certa. Não passemos do limite a ponto de deixar a queda tão próxima de nós. Não deixemos nos envolver com tamanha facilidade pela labilidade do outro que está ali. Pensemos mais em nós mesmos, pensemos mais no que poderemos, realmente, plantar e depois colher com àquela pessoa ao nosso lado.
Diferente do que o meu o eterno Cazuza diz: Mentiras sinceras não me interessam. Não mais!

domingo, 16 de agosto de 2015

Part(idas).


Você quis ir embora, partiu por livre e espontânea vontade... Preferiu estar sozinha em um mundo vazio do que estar preenchida ao meu lado. Você decidiu por nós, sem nem me consultar...
Curtir a vida é uma expressão bem subjetiva. Há pessoas que curtem ao lado de alguém tanto quanto quem está solteiro e há outras, como você, que separa os dois, movida pela imaturidade de querer desbravar essa humanidade tão desumana. Que contradição, não é mesmo?
Talvez você se encontre nessas mesas de bar, mas talvez jamais se esqueça de como poderia ter sido o nosso amor. Como diz aquela frase clichê “os bares estão cheios de pessoas vazias”. Quem sabe nesse novo universo que escolheu pertencer, você consiga lidar melhor com o seu vazio.
Reavaliando tudo o que passamos, acredito que você deixou a sua infantilidade falar mais alto. Como sempre me disse, você é impulsiva e não se importa com as conseqüências. Sendo assim, aprenda a conviver em um futuro sem mim. Viva o seu presente, com essa felicidade momentânea que a curtição pode te proporcionar.
Depois de tomar um porre, beijar outras bocas e sentir outros gostos, você chegará em casa e pensará “o que será que ela está fazendo agora?”. E eu estarei construindo um amanhã, em passos largos, sonhando sozinha, porém alcançando meus objetivos.
Um dia a gente se esbarra por aí, só tenha cuidado com as reviravoltas que o destino pode nos trazer.

       "Eu quis dizer, você não quis escutar, agora não peça, não me faça promessas."