quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Sempre em frente.



       Há muito o que aprender. A vida é um aprendizado e embora essa frase seja clichê, é necessário usá-la para relembrar que preciso seguir em frente.
       Mas é inevitável dizer que as lembranças não me atormentam. Tenho uma dificuldade imensa de deixar com que as pessoas saiam da minha vida e isso é ainda pior quando tenho "culpa no cartório". Sou capaz de passar por cima do meu orgulho, me humilhar, correr atrás até conseguir o perdão de quem amo. Porém, tudo se complica quando o erro não partiu de mim.
        Pois bem, estou nessa situação. Pessoas que antes eram intituladas amigas, hoje, são aquelas que me julgam, culpam e não querem ouvir minha versão dos fatos. Preferem acreditar em outros, antes de me consultar sobre o ocorrido.
        É incrível como nós, na maioria das vezes, conseguimos pensar apenas sobre a nossa perspectiva. Consideramos somente o nosso lado, a nossa parte e o outro, ah, o outro é sempre o culpado.
        Reconhecer que somos limitados, que erramos e acima de tudo que somos humanos falhos, faz parte do engrandecimento de um ser.
        Ouvir o próximo, colocar-se no lugar do mesmo e perdoar, faz de nós um alguém melhor.
        É certo que decepções com relação aos amigos (principalmente), acontecem com todos, no entanto, minha personalidade é daquelas que fica remoendo por um bom tempo, até que o sentimento finalmente se desfaça. Em muitas ocasiões prefiro pensar que as pessoas entram e saem da nossa vida, quando tem que ser. Não é por acaso, há um significado, porém não o entendemos de imediato. 
       Acredito que é indispensável que eu transforme o meu olhar (já bastante modificado nos últimos meses) também nesta questão. Preciso perceber que aqueles que passam, deixam um legado em nossa vida, todavia, eles não conseguem permanecer pra sempre. Assim necessita-se pensar no que foi deixado de valor, de importante, para transcender a falta que aquele(a) sujeito nos faz.
       Ainda me pergunto: por que é tão difícil colocar isso em prática?

6 comentários:

  1. Sei bem como é isso, ou pelo menos, sabia... Quando mais nova, me apegava muito às pessoas, pela timidez que naquela época era extrema... Hoje em dia, me encontro em um estado oposto, no qual me torno às vezes até indiferente a presença de certas pessoas na minha vida... Sei que não é certo, e busco um equilíbrio, e não sei se é justificativa suficiente, mas acredito que todo esse niilismo é resultante de um coração machucado pelas vezes em que disse Adeus e nem resposta ouvi.

    Beijos =*

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  2. Partilho do mesmo sentimento. E posso afirmar que isso é uma grande burrice que temos que expulsar de nós. As pessoas seguem suas e nós continuamos aqui, alimentando essas dores, deixando que a angústia cresça dentro de nós.
    Eu ainda não consegui, mas já me dei conta e entrei para batalha.
    Te espero para ir comigo.

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  3. "A mão que afaga é a mesma que apedreja".

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  4. A filosofia do "não tenha expectativa para não ser frustrar", comigo, é impossível. Eu prefiro a frustração do que uma vida cética.

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  5. Olha, jáfui muito de me sentir assim, mas depois vi que não vale a pena. Os momentos vêm e quando eles vão a gente tem que deixar ir tudo o que é de ruim com eles... É difícil! Fi uma coisa que só o passar dos anos me ensinou.
    Mas você encontrará o caminho certo,pode ter certo.
    Um abraço

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  6. Por incrível que possa parecer, a gente nunca sabe quem é nosso amigo de verdade. Passei por algo quase parecido com o seu: pessoas que considerava amigas falando mal de mim pelas costas. Foi duro, viu? Mas a gente se ergue e segue em frente.
    :::: {Emilie Escreve} | @emilie_escreve

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