sábado, 26 de outubro de 2013

No limite.


No limite, 
da dor,
do sofrimento, 
da angústia,
da vida.

À beira,
do abismo, 
da insanidade,
da explosão.

Palavras,
não ditas.
Garganta,
engasgada.

Engolindo,
a seco, 
longos anos.

Sufocada,
por sentimentos,
e emoções,
aliados às frustrações.

Insuportável,
irremediável, 
inconsolável.

Aonde isso vai parar?
Aonde aguentarei chegar?

Sigo aliviando,
enquanto posso,
nessas linhas tortas.

4 comentários:

  1. O tempo lhe dirá aonde isso vai parar e aonde vai chegar. Bjos.

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  2. Que intenso.

    "Não deixe palavras engasgadas, grite!"

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  3. E por guardar tanta coisa para não ferir os outros acabamos ferindo a nós mesmos. E por medo de dizer algo nos agarramos a dor por medo de doer, o ser humano por vezes incoerente diante de si mesmo.

    Gostei bastante do que escrevestes.
    beijos
    eraoutravezamor,blogspot.com

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  4. Acho que já disse mil vezes eu amo seus poemas. Mas vale repetir. Muito bom mesmo! São meus preferidos.

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