sábado, 4 de janeiro de 2014

[Parte 2] O enigma dos seringueiros.


    O sol já estava começando a se pôr quando Alan ouviu um rugido perto do acampamento e acordou assustado. Olhou mais a diante e mirou uma onça caçando sua presa.
    Ainda meio sonolento, percebeu que os outros não tinham voltado ao acampamento. Não imaginava onde eles podiam estar, mas ainda assim, sentia-se despreocupado, pois Fernando e Ivan avisariam pelo rádio se estivessem com algum problema.  
    Alan resolveu colher algumas frutas nas árvores que rodeava o local. Após subir em alguns troncos, conseguiu apanhar seu jantar do dia. Quando voltou para a barraca, a noite estava estampada no céu. Alan começou a pensar que haveria algo de estranho na demora dos amigos. Decidiu procurá-los.
    Ligou a sua lanterna e passou a chamar por Fernando e Ivan. Olhou para o chão e viu as marcas de pegadas da bota de Fernando. Seguiu-as.
    Percebeu que as pegadas terminavam na areia que antecedia as rochas. Refletiu por um minuto e resolveu regressar ao acampamento para iniciar as buscas no dia seguinte.
    Pela manhã, Alan avisou aos donos da empresa sobre a situação e o desaparecimento. Além disso, solicitou ajuda para a guarda nacional. 
    Com o intuito de não perder tempo, Alan iniciou a procura sozinho até que a guarda chegasse. Voltou para perto das rochas, fitou o lago e avistou um objeto inusitado que não vira na noite anterior. O boné usado por Ivan estava ali boiando sobre a água.
    Alan mergulhou e capturou o boné. Olhou ao redor a fim de encontrar mais algum vestígio. Agora, teve a certeza de que seus amigos estiveram ali.
    Então, a voz doce, mais uma vez cantou. Alan ficou atordoado e não sabia o que estava sucedendo. Serena apareceu para o homem, tornando sua visão mais bela. Alan esfregou os olhos, pensando que fosse uma alucinação, mas não o era.
    O ritual de sedução iniciou-se novamente. Quando Serena ia beija-lo, Alan mirou sua cauda e percebeu que estava sendo encantado por uma sereia. Desvencilhou-se dos braços de serena e nadou até alcançar as rochas. Subiu sobre elas e correu para o acampamento.

4 comentários:

  1. Hum... ainda bem que ele percebeu a tempo que estava caindo numa cilada, evitando o mesmo destino dos amigos. Fico na expectativa do próximo capítulo. Um abraço!

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  2. As sereias encantam, mas são danadas.

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  3. Que coisa linda você explorar elementos folclóricos nesse conto! Sou totalmente apaixonada por sereias!

    Beijos =*

    http://alacazaam.blogspot.com

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  4. Alan é um cara esperto, afinal. Só resta saber se ele decidir contar o que viu, se as pessoas vão mesmo acreditar nele.

    Estou adorando a temática deste conto.
    bjs

    eraoutravezamor.blogspot.com
    semprovas.blogspot.com

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