sábado, 31 de agosto de 2013

Fanatismo.

 
     O fanatismo pode ocorrer em qualquer período da vida e possui variações, desde o fanatismo religioso até o fanatismo por pessoas públicas. Considerando a imensidão deste tema, decidi enfocar no fanatismo dos adolescentes por pessoas públicas, que é recorrente no mundo pós-moderno.
     Quando estamos na adolescência procuramos “figuras” a quem possamos nos espelhar, para depositar as nossas emoções e expectativas. É comum (mas não, regra) que os adolescentes em geral, coloquem sua admiração em uma pessoa pública. Acredito até pelo fato, dos meios de comunicação serem mais palpáveis e de fácil acesso.
     Comigo não foi diferente. Acredito que fui uma adolescente muito “igual” e tive um processo de desenvolvimento semelhante ao que a maioria passa.  Neste meio tempo, experimentei o fanatismo.
     Acabamos criando um laço muito forte com o ídolo, a ponto de realizar loucuras por ele. Idolatramos como se a pessoa fosse perfeita, quando na verdade, não é. É certo que na adolescência, a imaturidade auxilia nesta situação, mas chega a um ponto, que amadurecemos e rompemos com o fanatismo. Passamos a ser fãs “normais”, isto é, tiramos às vendas, abolimos a cegueira e reconhecemos que o nosso ídolo é uma pessoa, que tem defeitos como todos nós. E assim, o ato de “endeusar” anuncia o seu fim.
      Atualmente, sou fã sim. Não deixei de ser. Apenas abri mão do fanatismo.  Muitos dizem que ser fã é perca de tempo, no entanto, penso diferente.
      O ídolo é uma pessoa comum, com quem podemos aprender e colocar em prática o que foi aprendido. O ídolo pode nos oferecer valores, ter suas qualidades e repassar aos seus fãs. E um fã, pode seguir como modelo as atitudes benéficas de seu ídolo.
      Como todo e qualquer assunto, há também seus pontos negativos. O fã pode ser manipulado por tudo o que diz/faz o ídolo. O fã pode ser influenciado por discursos e passar a cometer ações, apenas porque foram ditas por seu ídolo. O fã pode perder o sentido da própria vida, em razão da vida de seu ídolo.
      Já na face dos artistas, existem aqueles que se expõem excessivamente, o que pode causar transtornos. Existem aqueles que utilizam de sua imagem, para induzir os fãs, a terem ideais como os deles. Existem ainda aqueles que só pensam na fama e no dinheiro e realizam qualquer ação, para lucrar em cima de seus fãs.
      O fato é que, tanto o fã quanto o ídolo, se abusarem do “poder”, podem se prejudicar mutuamente. É o excesso que causa o desconforto e como diz aquela frase clichê (porém adequada): Tudo em excesso mata.
      Portanto é preciso saber distinguir o ser fã e o ser fanático. É preciso compreender esse abismo que há entre essas duas condições. É preciso ter bom senso, é preciso ser racional e se colocar no devido lugar. É preciso ver seu ídolo como pessoa. É preciso ser imparcial, quando ele faz algo errado. É preciso parar de defender um hipócrita ou mau caráter, só porque você o ama. É preciso olhar para a verdade. É preciso perceber o que irá e o que não irá te acrescentar.

4 comentários:

  1. Bia, eu nunca fui fanático, talvez por ter nas personagens q lia a minha referência. Bjos.

    ResponderExcluir
  2. Esses dias estava pensando nisso! Fui fanático por muito tempo... Largava um e partia para outro... Agora sou fã, mas não fanático e concordo com você que o ídolo possa nos ensinar algo e geralmente quando somos adolescentes somos fã de pessoas mais velhas e essas já viveram mais que ti... Hoje sigo trabalhos de algumas pessoas e acredito que isso seja ser fã... Seguir o trabalho, saber as novidades no novo disco, do novo clipe, do novo filme, do novo livro... Como começou a carreira... Porque... o que fazia antes e como passou a fazer o que faz... E, hoje, desconsidero e acho inútil saber qual foi o horário do último banho, com que tipo de escova limpa os dentes... Qual é a marca do sabão em pó que limpa a cueca... Affa! Ídolo é gente que quase como a gente... rdsrs
    Olá, estou passando aqui para entrar em contato contigo, você comentou e foi indicada a participar da votação dos melhores comentário do ano no meu blog. Não perca a oportunidade, junte a sua tribo e vote. http://escritordebrinquedo.blogspot.com.br/2013/09/melhores-do-ano-2013.html

    ResponderExcluir
  3. Eu só fui fanático e sou pelo meu time, o Internacional.
    Porém apenas no jogo. Nunca briguei na rua nem me meti em confusão por causa disto.
    Nem quando adolescente fui fanático por um jogador específico. Sempre pelo clube.

    ResponderExcluir
  4. Fanatismo, de qualquer espécie é burrice. Porque idealizar é burrice. Texto legal B!

    ResponderExcluir