sábado, 24 de agosto de 2013

Exaustão.

 

     Sentimento de exaustão. Frases repetidas. O mundo dá voltas, mas continuo a parar no mesmo lugar. Os ponteiros do relógio completam o seu ciclo, porém o vício permanece. Essa demora é um desatino. Essa espera é a fonte de minha vulnerabilidade.
     Lutar, sonhar, fantasiar, imaginar, pensar e perceber a ilusão que está diante de si mesma. Arriscar não faz mais sentido, quando o universo está conspirando contra o seu empenho.  A sua determinação torna-se arredia e sem valor.
    Vivendo o presente, sem projetar o futuro. A tal esperança de dias melhores caiu por terra.
    Talvez as forças tenham se exterminado. Ou talvez seja questão de tempo, como muitos dizem. Mas e o meu tempo? Será quanto tempo ainda me resta? É indefinível, é incerto.
    O que é pra ser? O que o destino me resguarda? Quando deixará de ser platônico e se tornará real? Até quando ouvirei o discurso de ontem? Até quando a maré inundará meus sentidos?
    Enquanto os fatos confirmam as minhas pressuposições, a fagulha da decepção está pronta para me esmagar novamente. Fagulha que se aproveita de meu cansaço, meu desgaste e minha fraqueza.
    E assim se escreve a minha busca por amor, por amar, por ser amada. Quiçá um dia, decretarão o fim da minha (in)terminável procura.

2 comentários:

  1. A busca não pode ser sufocante, o amor é atemporal, qdo menos esperamos, ele acontece. Bjos, B.

    ResponderExcluir
  2. Meu bem. Se eu fosse começar uma prosa sobre niilismo indicaria teu texto. Está deliciosamente simples e certeiro. Os desejos platônicos é o que todos buscam por saber que não existem. Mas há necessidade de buscar. Viver o presente sem perspectivas e expectativas é o que entendo ser necessário, mas muito difícil até de exercitar. F A N T Á S T I C O! Abraços do amigo Diego. (Obrigado pela indicação do blog na sua lista! Acabei de te indicar também, não por retribuição, por que realmente vale a pena vir aqui)

    ResponderExcluir