sábado, 15 de junho de 2013

Desvencilhando.

 

Devoraste-me por inteira,
deixaste-me sem eira nem beira.
Permaneço estarrecida,
com a angústia de uma ferida.
Arrancar-te-ei de meu peito,
e conquistarei meu glorioso feito.
Perderei o encanto,
e cessarei o meu pranto.
Permitirei a sua ida,
esperando novas vindas.

9 comentários:

  1. Uau, bem ferina, hem B. Temos q ser forte, arrancar pela raiz o q nós faz sofrer. Bjos.

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  2. Forte, um pouco dolorido, mas objetivo, cheio de vida.

    Lindíssimo.

    Beijo.
    www.dilemascotidianos.blogspot.com

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  3. A próxima vinda nunca é como a primeira, sempre tem um pedaço, de ambos, que ficou para trás. Belíssimo, verdadeiro e como o Bruno falou, cheio de vida.
    Abraços B.

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  4. Lindo! Sabe que nunca consegui fazer um poema na vida?
    Só consigo escrever em prosa.
    Estou admirada aqui, *-*

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  5. Adorei, tem que desvencilhar, desapegar... Destituir.

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  6. Muito bonito, B., gostei das rimas e da imagem que ilustra.

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