segunda-feira, 13 de maio de 2013

O diário de um bêbado.

 
        Garrafas ficam espalhadas pelo chão ainda com o conteúdo etílico, do início da noite. Risadas soltas ao vento, histórias contadas ao acaso e a felicidade torna-se imensurável, na face daqueles amigos bêbados. De repente, fez-se silêncio. Após a confusão, alguns já partiram, enquanto outros permanecem juntos até que o efeito etílico possa se esvair. Ficaram os três, sentados na calçada, refletindo sobre a vida e influenciados pelo álcool.
        Ane resolve deitar-se sobre os pedregulhos e se depara com a imensidão daquele céu estrelado. Observa a lua e sua mente traz um trilhão de pensamentos. Ela resolve compartilha-los e lança uma pergunta no ar:
        - Por que a gente sempre gosta de quem é inalcançável? Por que sempre temos um amor impossível?
        Dylan para por um momento, olha-a e diz:
        - Ah, não sei Ane. Por que você acha que é assim?
        Ane respira, soletra certas palavras sem nexo, rodeia mais um pouco e não consegue encontrar uma resposta coerente.
        Interrompendo a tal conversa filosófica, resolvem voltar ao assunto precedente. Brincam, se divertem e por um momento esquecem dos problemas que existem neles mesmos e em todo o mundo.
        Em meio a toda aquela situação propícia, conseguem recuperar sua verdadeira essência, deixar as máscaras de lado, agir sem medo, impulsionados pela emoção no interior de cada um que ali estava. Partilharam segredos, descobertas, relatos, sentimentos, mergulhados em sorrisos frenéticos. Aproveitaram os instantes, como se fossem únicos. Definitivamente, viveram a audácia de serem tão jovens.
        Por fim, Ane anuncia a sua partida, já Dylan e Nay insistem pela permanência. Antes da ruptura, a garota volta-se para seus amigos e diz:
        - Precisamos registrar o que aconteceu hoje. O que é nosso ficará marcado na memória, na história. Prometo que esta noite nos dará um texto: o diário de um bêbado.

4 comentários:

  1. O álcool nos possibilita a liberdade de se expressar sem se importar com as conviniências. Fico imaginando se todos os "bêbados" recorressem a um diário, os sentimentos seriam expressos, pela escrita, com mais sinceridade. Bjos, B.

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  2. Esse teu texto, me lembrou uma frase que é atribuída, não sei se corretamente, à Kurt Cobain, ela diz assim: "As maiores loucuras, são as mais sensatas alegrias, pois tudo que fizermos hoje, ficará na memória daqueles que um dia, sonharão em ser como nós...Loucos, porém felizes."

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  3. O etílico sempre com sua mania de fazer com que verdades sejam ditas!

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  4. Como eu refletia com um amigo da faculdade, não é a bebida que nos traz euforia e felicidade. É a companhia com quem se bebe. O álcool, consumido moderadamente, é , por vezes, o provedor de histórias memoráveis.

    Beijos =*

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