quarta-feira, 8 de maio de 2013

Dói.



Dói,
a tal da abstinência,
o pavor de sua ausência.

Dói,
viver da recordação,
de quem um dia habitou meu coração.

Dói,
andar com este fardo pesado,
trazendo à tona o temível passado.

Dói,
esta face de fragmentos,
esta jorra de pensamentos,
esta imensidão de sentimentos.
 
Dói,
quando se quer (re)viver,
e é impossível esquecer.

Dói,
como algo que corrói,
como a alma que destrói.

Ah, como dói!

7 comentários:

  1. Apesar da dor, B., o que é prazeroso em viver, é saber do amor que temos e de como amados somos. Bjos.

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  2. E como doi, adorei o poema quem já não viveu momentos assim?
    Aproveito e desejo um feliz dia das mães a todas as queridas deste blog.

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  3. Ah, dor desgraçada! Sempre a causa dos mais belos textos e poemas... E com o seu não poderia ser diferente. Acredito que as dores são necessárias para que depois venham os sorrisos. Os seus não devem demorar a chegar :)

    www.annadecassia.com

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  4. É realmente doloroso viver de passado. Aliás...
    Será que viver de passado é viver?
    Bonito poema, B. :*

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  5. Por que a maior inspiração sempre vem na dor?

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  6. Verdade! Nossos textos mais bonitos são de dias ruins, tristes. rs
    Cadê você por aqui? Está demorando a postar. rs

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  7. É impressionante como eu me identifico com as coisas que escreves, B.

    Linda e inspiradora poesia.

    Beijos.
    www.dilemascotidianos.blogspot.com

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