quarta-feira, 22 de maio de 2013

Movida pela escuridão.


      Procurando razões para entender o que me rodeia. Andando de esquina à esquina, seguindo por todas as mesas de bar, sem encontrar algo em que eu possa me apoiar. Não há o que acreditar, não há no que crer. Descrença, talvez seja isso a chave de tudo.
      Observo os rostos ao meu lado, vejo sorrisos e logo improviso um em meu rosto. Resisto em derramar lágrimas, mas até quando serei forte o suficiente? Não há como buscar motivação dentro de um eu escuro, cheio de podridão.
      E apesar de me simpatizar com um interior repleto de trevas, não consigo deixar de importar com o fato de que o grande problema, o X da questão, sou eu mesma.
      Preciso me responsabilizar pelo caos que estou vivendo. Preciso admitir o meu comodismo,  a minha negligência. Preciso reconhecer que a minha história, só está escrita desta maneira, porque foi escrita por mim. Sou extremamente responsável pelo que cativo, aliás, neste caso, pelo que não cativo. É, é isso! Não cativo nada, nem ninguém, muito menos, eu mesma.
      A desmotivação se habitou em meu ser há muito tempo. Percebo que a minha queda está apenas se agravando, a cada minuto. Estou destinada a acabar em uma areia movediça, de onde não mais saírei. Serei sugada até o fim e este momento não está tão longe de chegar. Já foi o tempo em que tentei e podia recomeçar. Agora, isso não existe mais.  
     A derrota se concretizou, simplesmente acabou. 

3 comentários:

  1. B. não sei até que ponto o texto é licença poética e até que ponto é autobiográfico, e tu nem precisa responder isso.

    Mas te digo que ele é muito forte, e me causa uma identificação bastante profunda.

    De todo modo, ânimo, guria! Tu é extremamente inteligente, extremamente talentosa. Sempre tenho muito prazer em ler aquilo que tu escreve, e, pode ter certeza, aqui tu tem um fã incondicional.

    Um beijo enorme.
    www.dilemascotidianos.blogspot.com

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  2. Por mais escuro que seja ou esteja, temos que ter esperanças, pois se viemos à luz, ela nunca nos deixará. Texto forte B. Bjos.

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  3. Nem só para falar de alegria vive o escritor, né? Sofridamente belo. :)

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