quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

[Parte 2] A trilha.



     O diálogo prosseguia, até que Júnior soltou algumas palavras sem nexo. Seu olhar assustado evidenciava as dúvidas que tinham sobre a situação. Será que era uma inimiga. Será que sobreviveriam? Por que ela está agindo deste modo? Por que ainda não causou danos?
     A mulher de cinza fez um sinal para que Júnior se calasse. Ele era o único que não estava amordaçado. Júnior obedeceu.
     Logo depois da repressão, Márcia também voltou à consciência. Havia um pequeno sangramento em sua cabeça, o qual causava náuseas à Paula.
    Quando os três estavam sãos, a mulher chamou o seu capanga, um homem robusto e de enormes músculos, conhecido como Pardo. Ele os conduziu para fora da cabana, puxando-os pela corda que amarrava uns aos outros.
    A alguns metros, avistaram uma caverna. O céu já estava escurecendo e o pavor tomou conta dos amigos, a ponto de ficarem parados por algum tempo. A mulher de cinza tinha pressa e obrigou-os a continuar o trajeto.
    Os corvos habitavam o local, em peso. Um deles pousou na entrada pontiaguda da caverna. A escuridão beirava o local. Pardo acendeu uma vela para iluminar o interior da gruta.
    Quando se fez a luz, vários morcegos sobrevoaram seus corpos, ao passo que o grito de Márcia estremecia as paredes.
    Porções de terra previam um desmoronamento e devido a este fato, a mulher de cinza, acelerou o processo. Por fim, se depararam com um santuário guardado por um homem das cavernas. O mesmo estava repousando, mas despertou após o ruído dos ratos embaixo dos pés.
    Prontificou sua lança na direção deles, a fim de defender o lugar sagrado. Próximo ao homem havia um compartimento de vidro que abrangia algo dentro.
    Em meio ao estopim para o ataque do nômade, Pardo interviu, acertando um tiro em seu peito. No compartimento havia escrituras em hebraico, as quais só poderiam ser desvendadas pelo grupo dos 4. Tal grupo, era o único em todo o mundo, que convertia essas línguas. Contudo apenas três dos representantes se encontravam ali.
    Apesar disto, a mulher de cinza, acreditava estar portando o grupo completo e pediu que eles desvendassem o mistério. Como as tarefas eram divididas por partes, apenas um segmento em hebraico poderia ser traduzido, devido à ausência do quarto elemento.




2 comentários:

  1. Engraçado, esse seu texto me lembrou várias coisas, dentre elas: O labirinto do fauno, A cabana e A menina que roubava livros.

    Uma mistura muito bem feita de todas essas coisas. E o que dizer né? Você, como sempre me surpreendendo com sua ótima escrita.

    Ahhh..Adicionei voc~e na minha lista de favoritos, tudo bem?

    Um beijo guria.

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  2. Por incrível que pareça ainda não li A Cabana, nem a Menina que Roubava Livros, apenas assisti ao filme Labirinto do Fauno. Agora fiquei curiosa, para saber se parece mesmo. As férias chegaram, então irei ler. Obrigada pelo carinho, guria *-* Você está nos blogs que recomendo.

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