quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Esvaziar-se.


          Há um vazio inteiramente intrigante dentro de cada um de nós. Um vazio indecifrável, que vez ou outra, aparece de forma arrebatadora. A vivência do desamparo, de uma frustração, de uma tristeza profunda ou de uma perda significativa “convoca” este vazio. Então nos deparamos com ele e temos que aprender a lidar com esta sensação avassaladora.
Vazios à parte, descobri que o meu grande vazio é carência de mim mesma.
Ao longo do tempo, fui-me preenchendo com as mais diversas figuras/objetos/pessoas, as quais me rodeavam, a fim de tapar esse espaço. Mas nada, nada o fazia ir embora. Era como tapar o sol com a peneira. Vivi procurando em outros, o que falta em meu próprio ser. 
O fato é que após cada frustração, a minha lacuna vem à tona. Sempre foi assim e, quiçá, sempre será. Nesses tempos, a melancolia torna-se mais ativa que o normal e eu me debruço em palavras sinceras articuladas em um texto como este.
 Nos últimos dias, tenho procurado maneiras diferentes de encontrar a solução para tal problema, porém acabei percebendo que o que realmente importa é: o que você faz com o seu vazio?
 Conhecer a mim mesma, aceitar-me como sou e amar-me é o primeiro passo...
Hoje, estou fazendo deste vazio, um momento passageiro e inevitável, que irá semear frutos no futuro. Frutos que me farão sentir completa... Completamente feliz e bem o suficiente com o meu eu interior.   

2 comentários:

  1. Olá, B., como vai? Lutar contra o vazio acaba dando força à ele... talvez o desafio seja encontrar uma convivência confortável com o vazio que pode ser benéfico no sentido de nos reencontrarmos nele. Abraços!

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  2. Palavras muito profundas e verdadeiras, B.

    Estava com saudade dos teus textos, sempre bem escritos e reflexivos.

    Beijão.
    www.dilemascotidianos.blogspot.com

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