domingo, 15 de fevereiro de 2015

Alma solitária.


     Ela já não é mais como antes. É impossível se reconhecer atualmente. Fica vagando de um lado para o outro nos pequenos cômodos de sua casa, incomodada por não saber responder à seguinte pergunta: “Quem sou eu?”. 
     Prefere se isolar e ser taxada como antissocial. Os amigos de antes já não voltarão mais, o seu passado foi deixado para trás. Encontra um refúgio na solidão, onde está a salvo, onde está em sua zona de conforto. A solidão a qual não exige que ela arrisque o contato com outro mundo além do que ela mesma criou. 
     Dói, mas ela conseguirá passar por essa vida sozinha. Dói, mas sua coragem de viver imersa em uma escuridão solitária vale mais do que ser insuficiente aos olhos alheios, como sempre foi. Dói, mas um dia ela irá se acostumar.

5 comentários:

  1. Sei exatamente como dói, mas é preciso superar!!!!
    Chorar, gritar, ficar meio louca na cama, mas depois acordar, olhar o sol maravilhoso, levantar da cama e dizer:
    Vou continuar minha vida!!!!!
    Bjus
    Lindo post!
    Aguardo sua visita,querida!
    http://www.elianedelacerda.com

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  2. Olá, B. É verdade, a solidão do encerramento dentro da zona de conforto apesar de dolorosa é segura. É compreensível que algumas pessoas a escolham com um meio de se proteger da sensação de que é insuficiente ou de que suas buscas são vãs. Um abraço!

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  3. "Quem sou eu?" é uma busca constante, mts vezes, sem resposta.

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  4. A solidão sempre nos acompanha, somos únicos e isso basta!
    Bjus
    http://www.elianedelacerda.com

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  5. Nossa, demais, B. Adorei.

    Beijos.
    www.dilemascotidianos.blogspot.com

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