domingo, 12 de outubro de 2014

[Parte 1] Rosas do Destino.


     Desde que perdeu sua namorada, brutalmente assassinada, Adriane nunca mais abriu lugar para o amor em sua vida. Vagava pelas ruas, sozinha, mirava os casais apaixonados e pensava que aquilo não aconteceria com ela novamente. Tornou-se uma pessoa reclusa, embora adorasse ver o romantismo e a felicidade alheios.
       Certo dia, em um de seus passeios solitários, avistou um casal brigando no centro do parque. Eles eram muito rudes um com o outro e estavam se machucando a cada minuto que passava. A menina então resolveu ir embora e deixou o namorado sentado no banco da praça. Naquele momento, Adriane sentiu que precisava fazer algo por aquele casal.  Tiraram-na sua amada tão cedo, assim ela não queria que os outros deixassem ir embora quem amavam, por motivos banais.
       Sentou-se ao lado do rapaz e perguntou-lhe:
        - Você ainda a ama?
      - Então você estava bisbilhotando a minha vida? – respondeu o rapaz, grosseiramente.
       - Apenas responda a minha pergunta, jovem – frisou Adriane.
     - Sim, a amo, mas ela não me entende, não me aceita como sou, não perdoa meus erros  – disse o rapaz, cabisbaixo.
       - Se a ama, o que está esperando? Vá atrás de sua amada!
       - Por que eu deveria? – perguntou-lhe pensativo.
      - Porque as horas passam rápido demais, rapaz. E os minutos estão se esgotando, enquanto você está aqui parado, ela deve estar chorando em um canto qualquer. Aproveite cada milésimo de segundo ao lado de quem ama e seja feliz enquanto é tempo.
      O rapaz, então, levantou-se e correu para uma loja que estava em frente à praça, comprou uma rosa esverdeada, que significa esperança e foi atrás de sua amada.  Ao alcançá-la, entregar-lhe a rosa e o pedido de desculpas, a namorada abraçou-o e os dois se beijaram ternamente. Adriane seguiu-o, observou o desfecho e sentiu uma emoção enorme ao presenciar a felicidade que ela sempre sonhara. A partir deste dia, decidiu reunir casais que estavam passando por momentos turbulentos. 

Um comentário:

  1. Que bela atitude!
    Muito lindo seu texto, pois depois da perda percebemos que os segundos são muito importantes em nossa vida, e não devemos perder tempo com brigas, e separações.O tempo não para!
    bjus
    http://www.elianedelacerda.com
    Bom final de semana,amiga!

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