sábado, 14 de junho de 2014

O dilema da traição.

    

     
    Traição é um tema bastante complicado e ambíguo, sob o meu ponto de vista. Desde que comecei a ter relacionamentos amorosos, mudei inúmeras vezes meu conceito e opinião sobre.
     No início dizia que não perdoaria de forma alguma e que quem ama não trai. Só que as coisas não são tão simples assim na prática. É preciso analisar a situação, as causas e tudo o que circunda o motivo da traição. Acredito que a "culpa" não é somente da pessoa que traiu, mas sim, de ambos, afinal, o casal compartilha tudo juntos. O relacionamento refere-se aos dois e toda ação tem uma reação.
     Hoje em dia, acredito que não é porque a pessoa te traiu, que ela não te ame. É relativo. Nós, seres humanos, somos muito fracos. As vezes nos sentimos atraídos por um sorriso, um olhar, ou qualquer traço simplista, que nos cause encantamento. Em pleno século XXI, arrisco dizer que as pessoas são muito imediatistas e impulsivas. E esse é um fator que permite a maior possibilidade para que a traição ocorra.
     O fato é, inevitavelmente, estando solteiro ou em um relacionamento, você vai se sentir atraído por alguém. Agora o que devemos considerar é se a traição fica só no mundo das ideias ou se a pessoa é capaz de executa-la.
     Ao meu ver, não existe "eu estou apaixonado e não tenho mais olhos pra ninguém", pois se passar alguém com uma beleza que te chama a atenção, você vai perceber.
Então, não trair, implica em não ceder aos seus impulsos, em pensar em quem se ama antes de agir.
     Mas ainda assim considero a traição, baseada na nossa cultura, algo extremamente difícil de aceitar, perdoar e que deixa uma marca indelével ao ponto de o relacionamento poder nunca mais ser o mesmo. Querendo ou não, fazemos parte de uma sociedade monogâmica que exige a fidelidade como essencial.
     O curioso é pensar que isso não se aplica em outras culturas. E aí vem a minha indagação: Como seria o nosso pensamento se no Brasil fosse permitida a poligamia?
     Existem tantos tipos de amor. Será que podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo, considerando estes diferentes tipos? Raramente, você encontrará um parceiro (a) que te agrade em todos os sentidos. E se você encontrar um quesito interessante em outra pessoa e passar a ama-la também por isso? Você, necessariamente, deixará de amar a primeira, que tem tantos quesitos agradáveis, só porque encontrou uma segunda?
     No fim, tudo depende de fatores sócio-culturais, os quais são inseridos em nós.


3 comentários:

  1. Se há um pacto entre os dois e alguém quebra, é traição. Nem sempre isso fica no âmbito fisíco. As pessoas podem trair de outra forma, com falta de confiança, com quebras de condutas, ações contrárias aos que estiveram nos votos.

    Não trair é uma escolha. Mesmo que o outro propicie mudanças para que isso ocorra, a escolha é particular. Se não está feliz, é só separar. Para mim quem ama mesmo não cai em traição.

    Beijo!

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  2. Amei seu texto!
    É bem complexo mesmo o tema traição!Será que podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?
    São questões que não sabemos dar a definição exata, e também , se soubermos é melhor que guardemos dentro de nós, pois a sociedade é hipócrita e não aceitaria!
    bjus
    http://www.elianedelacerda.com

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  3. Bom B., o teu texto é muito interessante, como sempre.
    Mas traição é uma coisa pesada. Pode até haver o perdão, mas a quebra da confiança é complicado de administrar.
    O melhor é não trair.
    Não acho que olhar seja traição, mas chegar as vias de fato não tem como negar.
    Se a relação não está boa é necessário conversar.
    Quem trai uma vez traí duas, três ....

    Bjs

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