sábado, 20 de julho de 2013

Pintura celeste.

 
 
 
   Estávamos em um lago do outro lado da cidade. Após cinco horas viajando pela estrada de chão, chegamos ao belo local, que se assemelhava ao paraíso. Juliana e Pedro entraram no lago, primeiramente. Havia rochas que atrapalharam minha passagem e me causaram desequilíbrio. Alguns segundos lutando contra aquelas pedras escorregadias saltei na imensidão esverdeada. A água estava límpida, as algas eram visíveis a olho nu. Levantei uma quantidade de gotas em minha mão e fi-las cair, concretizando a união daquele líquido infinito.
   De repente, olhamos para o alto. O céu estava extremamente azul mesclado com rajadas dos raios de sol. As nuvens eram poucas, mas proporcionavam um certo equilíbrio colorido à pintura celeste. De repente, começaram a se formar pedregulhos azuis, como se fossem estilhaços de um vidro querendo se quebrar. E então o espetáculo se realizou: os estilhaços passaram a se desintegrar e cair como uma chuva sobre nós.
   Maravilhados com aquela oportunidade que a natureza havia nos propiciado, abraçamo-nos,  enquanto esperávamos que tudo voltasse à origem da normalidade.  

11 comentários:

  1. Nossa que lindo, claro um pouco assustador pois tenho a impressão que o mundo estaria acabando..
    Tenho textos assim também
    Parabéns

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  2. O que gostei do seu mini-conto, B., é a possibilidade de várias interpretações, fiquei com a sensação de uma liberdade que não seria possível. Bjos e bom finde.

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  3. Um mini-conto polissêmico, gosto quando o leitor tem essa liberdade de participar do texto.

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  4. MUITO intenso. Me lembra o final do filme filme "Melancholia" de Lars von Trier. Parabéns B. Também estou achando sensacional, cada vez mais, o teu canto. E que, junto com Juliana e Pedro voltemos à origem da normalidade. Forte abraço!

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  5. Muito lindo seu texto. Complexo e simples ao mesmo tempo... Parabéns!

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  6. Que lugar lindo B.
    Combinou com as belas palavras.

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  7. Que lindo texto!! Que belas palavras!! Adorei. Desejo-te uma semana super perfeita,mil beijinhos,fica com deus!! http://pontodecruzdamafalda.blogspot.pt

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  8. Dizem que antes das desgraças existe a calmaria e antes da "benção" existe os impasses. Porém eu sempre achei que esses considerados impasses não passe de obstáculos a serem batidos.
    Se não tivermos forças para passarmos por eles, será que merecemos estarmos vivos? Eu não sei.

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  9. Que coisa maravilhosa! Experimentei essa sensação de plenitude e serenidade esses dias, voltando de São Paulo com meus pais, quando assisti o por-do-sol mais bonito que já vi em toda minha vida! A natureza é realmente uma coisa abençoada, né? Nada como um tempo em contato com ela para reanimar os ânimos e acalmar o espírito!

    Beijos =*

    http://alacazaam.blogspot.com.br/

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  10. Lindo texto! Profundo na medida, sem soar meloso ou exagerado.

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  11. Não entendi muito bem o que aconteceu, mas gostei do texto e do português usado corretamente.

    Beijos!!

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