sábado, 28 de dezembro de 2013

[Parte 1] O enigma dos seringueiros.


    O sol queimava a pele do grupo de seringueiros. Chegaram à floresta, armaram o acampamento, o terceiro em menos de 2 meses. O trabalho seria pesado no dia seguinte. O calor arrancava gotas de suor do corpo dos trabalhadores. Eram três.
    A empresa os contratara há pouco tempo, devido ao desaparecimento de quatro funcionários enviados àquele local. O mistério dos seringueiros ainda não tinha se resolvido.
    Alan decidiu deitar-se na barraca, pois o cansaço sugara todas as suas energias. Antes mesmo de Fernando e Ivan anunciarem que iriam ao lago, Alan já havia pegado no sono.
Fernando fora na frente por ser mais experiente com o trajeto feito na Floresta. Ivan, todo desajeitado, seguia aos trancos e barrancos atrás dele. Os dois amigos eram bastante diferentes, não só pela desigualdade de idades, como também pela história de vida. Enquanto Fernando já havia sido proprietário de uma empresa, Ivan estava apenas iniciando sua caminhada no trabalho. 
    Fernando, finalmente, chegou à beira do lago, tomou um pouco d'água em suas mãos e refrescou seu rosto. Ivan, brincalhão como sempre foi, viu-o abaixado e empurrou-o lago adentro. Ivan soltava gargalhadas estrondosas de toda aquela situação. Fernando estava a 5 metros das rochas que rodeavam o lago, começou a nadar com rapidez, quando de repente fora sugado por algo que o levara para o fundo.
     Ivan parou de rir no mesmo instante. Jogou-se na água, à procura do amigo. Mas não havia nenhum vestígio de sangue ou do corpo. Assustado, Ivan voltou à superfície e subiu nas rochas. Repentinamente, o jovem ouviu um canto suave que o tranquilizava por dentro, mas ao mesmo tempo, despertava um desejo indescritível. Ivan virou-se para trás a fim de encontrar o lugar de onde vinha aquela voz fascinante. Ao retornar o olhar para sua frente, deparou-se com uma bela sereia.
     A sereia tinha a pele incrivelmente branca e sedosa, possuía duas conchas que protegiam seus seios e o cabelo louro, grande e encaracolado. Sua beleza estonteante ofuscava os olhos de Ivan. Ele sentia palpitações, seu corpo tinha os batimentos cardíacos acelerados, estava boquiaberto. Encontrava-se enfeitiçado, deslumbrado, louco de amores com tamanha perfeição. A harmonia do canto com a beleza da sereia fê-lo andar em direção a seu encontro. A sereia sorria e continuava a seduzi-lo. 
     Ambos estavam com a água até a cintura, um de frente para o outro. A sereia Serena, então, passou-lhe a mão no rosto e ergueu a sua cauda azulada, revelando a sua metade peixe. Fernando estava tão hipnotizado que nem percebera a cauda de Serena. Seguia pensando que era uma humana. Beijou-lhe os lábios, enquanto ela o levava para as profundezas do lago, junto ao seu amigo Fernando.

3 comentários:

  1. Olhe, então você escreve contos... vamos ver aonde esse enigma irá nos levar. Um abraço, 2014 de fato maravilhoso!

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  2. Bastante interessante, vou correndo ler os outros capítulos, estou curiosa pra saber onde tudo isso vai dar.

    bjs

    eraoutravezamor.blogspot.com
    semprovas.blogspot.com

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