Sou a podridão, a morbidez, a fraude, a mentira, a angústia,
a dor, o sofrimento, a culpa, o desgosto. Sou o
pessimismo, o contraditório, a hipocrisia. Sou o choro estampado, a tristeza, o
grito sufocado. Sou o meu próprio algoz, a minha própria destruição. Meus olhos
já não transmitem mais verdade, tropecei em minhas próprias palavras, quebrei
as minhas próprias promessas. O que antes era visto como algo digno de ser
admirado em meu ser, hoje não está mais aqui. Aliás, nada está aqui. Como é
sentir-se repugnante? Como é sentir que todos os seus princípios foram
desviados por si mesma?
jjj.jpg)
Muito intenso, muito forte, um texto que queima na alma. Exatamente por isso, extraordinário.
ResponderExcluirÉ sempre um prazer ler as coisas que tu escreves, B.
Beijos.
www.dilemascotidianos.blogspot.com
Que intenso que força. Achei bem impactante.
ResponderExcluirkisu
www.eraoutravez.com
Quando nos tornamos o que não queremos, é preciso primeiro ter consciência disso e a partir daí começar a mudança para melhorar.
ResponderExcluirBeijos!!
Que forte.
ResponderExcluirEspero que seja ficção - risos - não consigo te imaginar assim.
Bjs
Somos feitos de alternâncias e nos vestimos de contrários. O interior duelo entre o céu e a terra, a virtude e o pecado, o desânimo e a esperança. Somos multidão desencontrada da própria Alma. Bebemos da amargura sempre um pouco mais a cada vez que não nos enxergamos. Dissolvemo-nos por não saber. E não sabemos porque ousamos suspender o sentido da vida, do outro, de nós mesmos. Vendemos nossas asas para brechó do nunca. Tudo porque temos outras mais para vender.
ResponderExcluir