O sol já estava começando a se pôr quando Alan ouviu um rugido perto do
acampamento e acordou assustado. Olhou mais a diante e mirou uma onça caçando
sua presa.
Ainda
meio sonolento, percebeu que os outros não tinham voltado ao acampamento. Não
imaginava onde eles podiam estar, mas ainda assim, sentia-se despreocupado,
pois Fernando e Ivan avisariam pelo rádio se estivessem com algum problema.
Alan
resolveu colher algumas frutas nas árvores que rodeava o local. Após subir em
alguns troncos, conseguiu apanhar seu jantar do dia. Quando voltou para a
barraca, a noite estava estampada no céu. Alan começou a pensar que haveria
algo de estranho na demora dos amigos. Decidiu procurá-los.
Ligou a
sua lanterna e passou a chamar por Fernando e Ivan. Olhou para o chão e viu as
marcas de pegadas da bota de Fernando. Seguiu-as.
Percebeu
que as pegadas terminavam na areia que antecedia as rochas. Refletiu por um
minuto e resolveu regressar ao acampamento para iniciar as buscas no dia
seguinte.
Pela
manhã, Alan avisou aos donos da empresa sobre a situação e o desaparecimento.
Além disso, solicitou ajuda para a guarda nacional.
Com o
intuito de não perder tempo, Alan iniciou a procura sozinho até que a guarda
chegasse. Voltou para perto das rochas, fitou o lago e avistou um objeto
inusitado que não vira na noite anterior. O boné usado por Ivan estava ali
boiando sobre a água.
Alan
mergulhou e capturou o boné. Olhou ao redor a fim de encontrar mais algum
vestígio. Agora, teve a certeza de que seus amigos estiveram ali.
Então, a
voz doce, mais uma vez cantou. Alan ficou atordoado e não sabia o que estava
sucedendo. Serena apareceu para o homem, tornando sua visão mais bela. Alan
esfregou os olhos, pensando que fosse uma alucinação, mas não o era.
O ritual
de sedução iniciou-se novamente. Quando Serena ia beija-lo, Alan mirou sua
cauda e percebeu que estava sendo encantado por uma sereia. Desvencilhou-se dos
braços de serena e nadou até alcançar as rochas. Subiu sobre elas e correu para
o acampamento.

Hum... ainda bem que ele percebeu a tempo que estava caindo numa cilada, evitando o mesmo destino dos amigos. Fico na expectativa do próximo capítulo. Um abraço!
ResponderExcluirAs sereias encantam, mas são danadas.
ResponderExcluirQue coisa linda você explorar elementos folclóricos nesse conto! Sou totalmente apaixonada por sereias!
ResponderExcluirBeijos =*
http://alacazaam.blogspot.com
Alan é um cara esperto, afinal. Só resta saber se ele decidir contar o que viu, se as pessoas vão mesmo acreditar nele.
ResponderExcluirEstou adorando a temática deste conto.
bjs
eraoutravezamor.blogspot.com
semprovas.blogspot.com