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quarta-feira, 29 de maio de 2013

De repente.


     De repente, você olha pro lado e tudo o que não te importava antes, passa a ter importância. De repente, você percebe a transfiguração que te cerca, repleta de novas ideias, novos ares e grandes ressignificações.
     De repente sua visão de mundo é alterada em minutos. De repente algo ou alguém apenas te transforma. E então, você passa a ver o horizonte de outra forma. A luz que antes estava apagada, agora se acende, mesmo com certos blecautes.
     De repente, você encontra um velho amigo que julgou ser igual aos outros, mas, agora, demonstra peculiaridades incríveis. De repente, você escuta o discurso do seu amigo e percebe os erros que cometeu. De repente, as palavras dele permeiam tua alma com uma magnitude inexplicável. De repente, ele te muda, sem nenhuma intenção aparente. De repente, você se encontra, se gosta, se joga e se sente amada. De repente, este alguém marca a tua história e promove a sua metamorfose. De repente, essa amizade te vira do avesso e você descobre que este é o jeito “certo”.
     De repente, você se percebe “revolucionada”. De repente, você começa a valorizar até o gesto mais singelo que possa ser imperceptível aos olhos alheios. De repente, você começa a compreender a essência de toda e qualquer ocasião. De repente, seu olhar é outro. De repente, você aproveita cada segundo, como se fosse o último. De repente, você cambia os seus passos, rumos e caminhos antigos. De repente, a vida finalmente faz sentido.



Texto dedicado ao meu amigo (de longa data e muitos desencontros) Hebert, o qual, despertou em mim uma nova forma, uma nova ânsia de viver. Obrigada por causar esta revolução interior. Te amo.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

O diário de um bêbado.

 
        Garrafas ficam espalhadas pelo chão ainda com o conteúdo etílico, do início da noite. Risadas soltas ao vento, histórias contadas ao acaso e a felicidade torna-se imensurável, na face daqueles amigos bêbados. De repente, fez-se silêncio. Após a confusão, alguns já partiram, enquanto outros permanecem juntos até que o efeito etílico possa se esvair. Ficaram os três, sentados na calçada, refletindo sobre a vida e influenciados pelo álcool.
        Ane resolve deitar-se sobre os pedregulhos e se depara com a imensidão daquele céu estrelado. Observa a lua e sua mente traz um trilhão de pensamentos. Ela resolve compartilha-los e lança uma pergunta no ar:
        - Por que a gente sempre gosta de quem é inalcançável? Por que sempre temos um amor impossível?
        Dylan para por um momento, olha-a e diz:
        - Ah, não sei Ane. Por que você acha que é assim?
        Ane respira, soletra certas palavras sem nexo, rodeia mais um pouco e não consegue encontrar uma resposta coerente.
        Interrompendo a tal conversa filosófica, resolvem voltar ao assunto precedente. Brincam, se divertem e por um momento esquecem dos problemas que existem neles mesmos e em todo o mundo.
        Em meio a toda aquela situação propícia, conseguem recuperar sua verdadeira essência, deixar as máscaras de lado, agir sem medo, impulsionados pela emoção no interior de cada um que ali estava. Partilharam segredos, descobertas, relatos, sentimentos, mergulhados em sorrisos frenéticos. Aproveitaram os instantes, como se fossem únicos. Definitivamente, viveram a audácia de serem tão jovens.
        Por fim, Ane anuncia a sua partida, já Dylan e Nay insistem pela permanência. Antes da ruptura, a garota volta-se para seus amigos e diz:
        - Precisamos registrar o que aconteceu hoje. O que é nosso ficará marcado na memória, na história. Prometo que esta noite nos dará um texto: o diário de um bêbado.

sábado, 6 de abril de 2013

Carta de amizade.

 
Óh meu grande amigo,
por que não caminhas comigo?

Por que não tens aparecido,
para cuidar de meu coração ferido?
 
Por que me deixaste com saudade,
quando quero sua amizade?

Por que me deixaste em perigo,
quando preciso de abrigo?

Por que não voltas para o meu lado,
e ouve minhas histórias, calado?

Por que não regressas à nossa discussão,
que iluminava minhas tardes de solidão?

Por que não vem me aconselhar,
e me auxilia a recomeçar?