Óh
meu grande amigo,
por
que não caminhas comigo?
Por
que não tens aparecido,
para
cuidar de meu coração ferido?
Por
que me deixaste com saudade,
quando
quero sua amizade?
Por
que me deixaste em perigo,
quando
preciso de abrigo?
Por
que não voltas para o meu lado,
e ouve minhas histórias, calado?
Por
que não regressas à nossa discussão,
que
iluminava minhas tardes de solidão?
Por
que não vem me aconselhar,
e me auxilia a recomeçar?

Já passei por situação semelhante a esta com uma amiga. Até escrevi um post a respeito. Passávamos madrugadas juntos, dando risadas, ouvindo rock das antigas, até que uma terceira pessoa entrou na história e houve um mal entendido irrecuperável. E senti esta ausência tão bem descrita em seu poema.
ResponderExcluirLembro que stalkeava ela em redes sociais e só de olhar o avatar já me incomodava.
Hoje, percebo que não é apenas conversa fiada de que o tempo cura as feridas, mágoas, ressentimentos e até a tristeza, pois posso afirmar com convicção que atualmente ao lembrar dela, não sinto nada.
Não desejo mal, do contrário, quero que esteja bem. Mas já não sinto mais esta falta descrita em seus versos.
Porque não é teu amigo quem sabe não tão amigo.
ResponderExcluirOlha, acho que vou concordar com o Claudio! Às vezes nos não significamos para a pessoa, tudo o que ela é pra gente.
ResponderExcluirInfelizmente só tem um jeito de saber: esperar o tempo passar. Viver em função do tempo quando se tem um problema é deverás doloroso, mas é o melhor jeito. Não único, mas o melhor.
À parte isso, linda sua poesia! *-*
Recentemente não aguentei e tive de me afastar de alguém que gostava muito. Gostava tanto que a coisa extrapolou e -para mim- a amizade ficou pequena pra tanto carinho, tanta admiração e querer bem.
ResponderExcluirPor outro lado, ela sempre deixou claro que nada aconteceria entre nós, justamente por ter me aproximado tanto de seu coração. "O coração, entrego-o aos desconhecidos, mas sequer cogito emprestá-lo aos amigos". Dizia temer perder minha amizade se algo mais acontecesse. Não acreditei muito nisso enquanto ela não me deixava viver outras coisas, sempre me reavivando o sentimento pela proximidade quando eu tentava viver outras relações. E acabei decidindo por me afastar de vez.
Não me queria do meu jeito, não me teria mais do dela. Pedi desculpas, mas não deu. Eu precisava sair daquela agonia.
À princípio, foi um suplício. Um vácuo enorme. Mas depois tornou-se um grande alívio. Sobrevivi e bem.
Excelente poesia a sua.
Beijo!
Oi B.!
ResponderExcluirÓtima poesia, com belas rimas e mensagem melhor ainda. Às vezes só sentimos falta de alguém quando não a temos mais por perto.
Beijos!!