Nos
últimos tempos, existe um assunto que está sendo bem discutido e comentado em
nosso país: o homossexualismo. Após a luta pela aprovação de uma lei contra a
homofobia, a declaração do Malafaia e a posse de Feliciano, tal tema tornou-se
rotineiro em nossos dias.
A
verdade é que há um divisor de águas: há aqueles que apoiam e abraçam a causa,
e há aqueles que abominam, criticam e são contra.
A
situação começou a ficar mais intensa e polêmica a partir da declaração de
Joelma, que, segundo alguns jornalistas, comparou os homossexuais a drogados.
Não vou julga-la e dizer se ela é ou não homofóbica, porque este não é o
objetivo do texto. Contudo, a declaração dela é de suma importância, para os relatos
que farei aqui.
A
partir do que foi dito pela cantora, iniciaram um debate com várias
celebridades, para que eles expressassem a sua opinião sobre o ocorrido. Uma
das artistas que “bateu de frente” com a ideia de Joelma, foi a ex-participante
da Fazenda de Verão, homossexual assumida: Angelis Borges.
Angelis
protagonizou o primeiro romance lésbico da TV brasileira. O fato é que durante
o confinamento, o bispo Edir Macedo, cortou todas cenas que eram passíveis de
ocorrer algum contato entre Angelis e Manoella (o casal lésbico da edição). A
postura do proprietário da Record, durante a exibição do reality, foi
questionada, criticada e gerou indignação nas redes sociais.
Até
o último dia do programa, a Rede Record de televisão, insistia em alegar que o
que estava acontecendo, era apenas uma amizade entre duas mulheres, nada mais
que isso. Pois bem, continuaram maquiando a realidade, dissimulando-a e
censurando um sentimento homossexual.
Neste
último dia 13, Angelis foi convidada a comparecer ao programa Sábado Total,
liderado por Gilberto Barros. Tudo estava tranquilo, havia brincadeiras com os
famosos, as quais, Angelis participou.
Em
certo momento da exibição , ao vivo, Gilberto colocou uma matéria em que seu
repórter entrevistava Joelma, porém, mandou a produção cortar e começou a
realizar o seu discurso.
Confesso,
que não sei as palavras corretas utilizadas pelo apresentador, mas me lembro
que ele iniciou todo um rebuliço, dizendo que os jornalistas não tinham o
direito de ‘perseguir’ a Joelma, porque aquela era uma opinião, e ela podia ser
expressada, devido à liberdade. Até aí, tudo bem, concordei.
Porém,
meus caros, quando pensei que o discurso iria acabar, houve uma reviravolta.
Gilberto começou a falar em ‘Heterofobia’. Disse que o mundo hoje, estava
presenciando isso, e o exemplo podia ser o que aconteceu com a Joelma.
Terminando a sua fala, disse que aconteceria algo bombástico, que deixariam
todos chocados no programa e mandou entrar algumas pessoas.
Foi
aí que tudo aconteceu. Houve uma representação de um casamento entre homem e
mulher. Com o fim da ‘cerimônia’, Gilberto disse que era aquele valor que devíamos resgatar da
Bíblia, que um homem nasceu para uma mulher e vice-versa.
Durante
esse teatro, Angelis, em protesto, deixou o palco, retornando apenas, quando o
assunto fora finalizado.
Agora,
me digam, que atitude ética não é mesmo? Quanto profissionalismo do Sr.
Gilberto! Sabendo que havia uma participante em seu programa, que é homossexual
e inclusive teve um embate com a Joelma, manipulando uma situação, para
constrange-la. Constrangimento sim, porque por mais que o programa negue, não
há outra explicação, para uma exibição como aquela, logo no dia em que uma
pessoa homossexual estava no palco.
Acredito
que esta ação seja no mínimo um desrespeito e uma humilhação muito grande, além
de uma atitude antiprofissional. Acredito que isso induz sim a homofobia aos
telespectadores. Porque se não pode ser mostrado um beijo lésbico na TV, uma
opinião com argumentos incoerentes pode ser mostrada de forma sensacionalista?
Que tipo de democracia é essa?
Os
fãs da Angelis, posteriormente, divulgaram no twitter, uma campanha contra a
homofobia, apoiando a ex-participante do reality e alegando que sentiam orgulho
pela reação dela, perante o momento constrangedor.
Finalizo
minhas palavras, ressaltando que o respeito é digno de TODO e QUALQUER ser
humano. Não importa raça, cor, religião, opção sexual, por mais que você não
aceite, é preciso respeitar. O respeito existe para cada um de nós e é
assegurado como um direito do cidadão. Devíamos nos importar menos com a
aparição de um beijo homossexual, e mais com o caráter que está decadente neste
mundo, como também, a discriminação e o preconceito que assolam a sociedade.

nfelizmente, este e outros tantos apresentadores de rádio e televisão estão apenas preocupados com a audiência, custe ela o quanto custar.
ResponderExcluirParticularmente, não dou minha audiência a sujeitos como Gilberto Barros, Gugu, Geraldo Brasil, etc.
A questão do homossexualismo e heterossexualismo no nosso país ainda está muito mal definida de um lado, e muito parcial de outro. Ainda não dá pra levá-la a sério, salvo quando a coisa descamba pra violência. Os abusos acontecem de parte a parte, é fato. E ninguém se respeita nessa história.
Você escolheu uma perspectiva muito boa pra comentar sobre esse tiroteio. Parabéns!
Grande abraço.
Me lembrei de um poema antigo meu, B.
ResponderExcluirO amor não tem conceito,
E tampouco preconceito.
O amor não tem nexo,
Cor, raça ou sexo...
O amor não tem religião,
Credo, seita ou sermão.
O amor não tem sobrenome,
Nem família de renome.
O amor só tem um nome,
E esse nome é: amor.
Muito legal o seu post. ^^
Bah, eu não tava sabendo desse episódio. Que coisa absolutamente ridícula fez este Gilberto Barros!
ResponderExcluirImagino o constrangimento e a indignação que devem ter tomado conta da moça.
Lamentável essa falta de respeito. E quando se fala que um determinado valor é O certo, está se afirmando que aquilo que é diferente desse padrão é O errado. Portanto, para mim, isso configura um ato, sim, preconceituoso e intolerante.
Lamentável.
Só o que não é lamentável é o teu blog, que a cada dia está melhor, B.
Um grande beijo pra ti.
www.dilemascotidianos.blogspot.com
Bom, é um tema, que tá aí, a homossexuaLIDADE e não (ismo) que denota doença. E claro, gostei sim do post, e, parabenizá-la por escrever sobre, antes de tudo como pessoa, o que me deixa feliz por ver que ainda existem pessoas humanas... E não posso deixar dizer, algumas considerações à respeito também.
ResponderExcluirComo por exemplo, todas as palavras, ligadas à homo-sexualidade humana, estão de tal forma negativisadas no discurso, que é através do mesmo que se percebe o preconceito, que é diferente de discriminação (notem que preconceito é um conceito incicial sobre todo e qualquer tema, e discriminação é o tratamento diferenciado, a discriminação sim é que é desrespeito):
''ah, o Fulano é gay... MAS ele é legal ou é uma boa pessoa''
seria e se em vez de (gay) colocassemos, ruim:
''ah, o Fulano é ruim... MAS ele é legal ou é uma boa pessoa''
ou seja, o MAS está lá, no enunciado, no discurso de muitos, assim como o dizer ''opção sexual'' também está. O que não significa dizer que, por exemplo, você B, seja contra, mas denota ainda, um pouco de falta de conhecimento sobre o tema, o que não seja errado não conhecer um tema aprofundadamente, não é isso que eu quero dizer, mas que... o MAS no exemplo que citei, é uma adversativa. significa dizer, que, o tema da ''homo-sexualidade' ainda é um tabu sim, assim como você também disse aqui, mas ainda é tabu também, porque está semanticamente negativisado, e, isso ocorre por falta de conhecimento da grande maioria da população, o que não seja lá culpa da mesma, haja vista que o nosso sistema educaional, principalmente nas escolas publicas, deixa ainda, muito a desejar.
e voltanto pro tópico ''opção sexual'', e já tentando fechar logo meu comentário, quero enfim, esclarecer, que a homo-sexualidade humana não é opcional. não se escolhe gostar de alguém do mesmo gênero sexual que o nosso ou de um gênero sexual oposto, já nascemos assim, e o descobrimos com o início da adolescência humana. nenhuma mulher vai deixar de ser mulher porque gosta de outra mulher, assim como para nenhum homem também.
assim como para a heterossexualidade, nenhum homem vai deixar de ser homem só por gostar de uma mulher, assim como para nenhuma mulher também.
e por fim... a sexulidade humana, é muito mais abrangente do que possamos imaginar: engloba afeto, sexo, gênero, e tantas outras coisas... que a idéia que se tem, que acho que se faz ter, quando leio ou ouço alguém dizendo/escrevendo ''um(a) homossexual'', é como se este ou esta fosse um ser que não amasse, que não fosse pai ou mãe de família, que apenas vivesse num mundo sexual'' mas... claro, para trabalharmos, e abstraírmos tantas outras questões, há a sublimação sexual, haja vista, que há os órgãos sexuais secundários, e, que a sexualidade humana também é psicológica, é um conjunto de diversos fatores, mas isso seria apenas apontar o que Freud fala sobre, e vejo que me aloguei por demais aqui, enfim... acho que era isso que eu quería mesmo dizer.
Abraço B
Acho um absurdo esse assunto ter que "ser discutido."
ResponderExcluirA opção sexual se chama OPÇÃO, isso quer dizer que cada um tem o direito de escolher a sua. Homossexualismo SEMPRE existiu, basta pesquisar e verá. O que acontece é que com o passar dos anos e os avanços na sociedade, as pessoas não querem mais se esconder. E nem precisam! As gerações futuras vao rir muito da gente. É muito atraso, muita imbecilidade!
"Quem julga demais os outros tem sempre alguma coisa a esconder.'
Muito tosco. Não sabia desta situação no programa, mas um motivo para eu passar batido. Ridículo. Escreveu a situação muito bem, fazendo os ganchos necessários para quem estava totalmente por fora, como eu, entender. É importante saber quem é quem no nosso Brasil. Obrigado pela informação, abraços.
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