Chove torrencialmente lá fora, assim como aqui dentro do meu
ser. Chuva de emoções ambivalentes, de sofrimento e angústia. Chuva de
sentimentos que transbordam em meio a lágrimas reprimidas. Chuva que não se deixa transparecer, que é
disfarçada feito dor interna. Chuva que é percebida apenas pelo meu ego e é
maquiada aos olhos alheios. Chuva que, de forma ilusória, demonstra ser sol
perante os outros. Sol fictício que faz morada em um sorriso de dentes amarelados.
Sol que é escondido pelas nuvens quando o pensamento em você regressa. Sol que, então, volta a ser chuva a desabar.

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