Ela se esconde
na tentativa incessante de proteger o seu eu. Demonstra-se forte, inabalável,
mas no fundo, encontra-se cansada. Cansada de remoer mágoas, do sofrimento diário,
de lembrar que amou alguém e foi despedaçada. Profere aos quatro ventos que não
acredita mais no amor, que o amor não pertence a ela e nunca pertencerá,
contudo, está sempre com um livro de romance nas mãos. É teimosa, racional e
persiste em provar aquilo que diz, porém no final sabe que o destino se
encarregará de contradizê-la.
É mulher de
sorriso encantador e olhos apaixonados, é menina na qual permanece viva a sua
criança interior. É o misto de sentimentos, de ambivalência e ambigüidade. É
aquela que está sempre lutando consigo mesma no combate entre razão e emoção.
Não deseja amar, mas ama. Não deseja se emocionar, mas emociona. Deseja a
frieza, a racionalidade e os dias cinzas, mas as cores sempre
retornam a ela.
Garota, só
quem te conhece de verdade, sabe te perceber tal como és. Não tenha medo de
amar novamente, a vida é para se reinventar a cada decepção. Viver é uma linha tênue entre riscos e oportunidades. É uma caixinha de surpresas, é equilibrar-se,
remendar-se e transformar-se o tempo todo. Permita-se transbordar mais uma vez.
Permita-se fazer jus ao brilho dos teus olhos. Permita-se estar aberta ao desconhecido que a vida pode lhe oferecer.

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