Dói,
a tal da abstinência,
o pavor de sua ausência.
Dói,
viver da recordação,
de quem um dia habitou meu coração.
Dói,
andar com este fardo pesado,
trazendo à tona o temível passado.
Dói,
esta face de fragmentos,
esta jorra de pensamentos,
esta imensidão de sentimentos.
Dói,
quando se quer (re)viver,
e é impossível esquecer.
Dói,
como algo que corrói,
como a alma que destrói.
Ah, como dói!
