Dói,
a tal da abstinência,
o pavor de sua ausência.
Dói,
viver da recordação,
de quem um dia habitou meu coração.
Dói,
andar com este fardo pesado,
trazendo à tona o temível passado.
Dói,
esta face de fragmentos,
esta jorra de pensamentos,
esta imensidão de sentimentos.
Dói,
quando se quer (re)viver,
e é impossível esquecer.
Dói,
como algo que corrói,
como a alma que destrói.
Ah, como dói!

Apesar da dor, B., o que é prazeroso em viver, é saber do amor que temos e de como amados somos. Bjos.
ResponderExcluirE como doi, adorei o poema quem já não viveu momentos assim?
ResponderExcluirAproveito e desejo um feliz dia das mães a todas as queridas deste blog.
Ah, dor desgraçada! Sempre a causa dos mais belos textos e poemas... E com o seu não poderia ser diferente. Acredito que as dores são necessárias para que depois venham os sorrisos. Os seus não devem demorar a chegar :)
ResponderExcluirwww.annadecassia.com
É realmente doloroso viver de passado. Aliás...
ResponderExcluirSerá que viver de passado é viver?
Bonito poema, B. :*
Por que a maior inspiração sempre vem na dor?
ResponderExcluirVerdade! Nossos textos mais bonitos são de dias ruins, tristes. rs
ResponderExcluirCadê você por aqui? Está demorando a postar. rs
É impressionante como eu me identifico com as coisas que escreves, B.
ResponderExcluirLinda e inspiradora poesia.
Beijos.
www.dilemascotidianos.blogspot.com