Marina andava cabisbaixa pela praça central de São Paulo, o dia não havia sido nada favorável para ela, aliás, há muito não o era. Decidiu sentar-se no banco onde a sombra repousava e deparou-se com um jardim cheio de flores: rosas, girassóis, orquídeas.
Por alguns minutos conseguiu admirar a beleza natural. Então foi surpreendida por uma planta que era diferente de todas aquelas flores, era única e encontrava-se no meio, rodeada pelas outras. Era um dente-de-leão, intacto, protegido, o qual despertou em Marina o reflexo de sua personalidade. Uma jovem solitária, peculiar, que se destacava das pessoas por seu jeito distinto de ser. Às vezes não era aceita, ou quem sabe não era notada como gostaria, e por isso, criou uma barreira protetora em seu interior.
Sem pensar, levada pela emoção, colheu-o. Colocou aquela pequena amostra de si mesma entre as mãos e mirou-o silenciosamente. Por um instante, quis deixar tudo o que era pra trás, queria se transformar, abraçar-se, beijar-se. Marina depositou cada sonho em uma parte do dente-de-leão. Por fim, assoprou-o. As flores foram caindo ao chão, levadas pelo vento, assim como a tristeza de Marina que naquele momento acabara de dissipar e dera lugar a esperança de se renovar.

A solidão é o pior dos sentimentos, não gosto de me sentir sozinha!
ResponderExcluirAcredito que somos seres que necessitam de interação, contato com outras pessoas sempre e todos os dias mesmo!
Adorei seu texto, mas é triste estar e sentir-se sozinha na multidão!
Bjus
http://www.elianedelacerda.com
Ah, que lindo momento de inspiração! Dente de leão é uma das minhas flores preferidas, com suas formas peculiares e a leveza de se desfazer belamente. Quando conseguimos contemplar com cuidado o que há em volta, acamos por descobrir que o resgate próprio surge do simples. Um abraço!
ResponderExcluir[ gostoso este jeitinho de recomeçar]
ResponderExcluirabç
Olá, B.! Será que Marina não era a "Garota de Berlim"? É, não sei... Gostei daqui! Abraço! www.gravatacombatom.com.br
ResponderExcluirQue pena Marina, tão romântica, tão sensível e solitária.
ResponderExcluirBjs
Aproveitando...
ResponderExcluirEstou na final do concurso da melhor poesia no Ostra da Poesia
A minha é “Eu choro em silêncio”, se achar legal, vote nela.
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PS: Saíste do face?
Os recomeços ainda que difíceis é o passo para trilhar outros caminhos, conhecer outros sorrisos.
ResponderExcluirAbraço