O
sol estava se pondo, o céu permanecia cinzento. Um vento forte batia sobre os
cabelos de Perpétua, fazendo-os deslizar por seu rosto. A garota mirava o
horizonte, com uma expressão angustiada, esperando o momento derradeiro. A maré, então, expandiu toda a sua força, se
estendendo até à praia. Derrubou a obra-prima de Perpétua, enquanto os olhos
marejados da garota espiavam a cena.
Tudo
se repetia. Era de praxe até a hora do dia. Perpétua chegava ao local quando o
sol estava a pino e construía o seu castelinho na areia até que a água viesse
desmoroná-lo. Jamais o terminara, de fato.
Antes
que as suas expectativas fossem concretizadas, a água botava-o abaixo. E foi
assim, durante os longos meses daquele ano, em que completara seus 19.
Frustração
atrás de frustração, grãos de areia sobre grãos de areia. Ao retornar a sua
casa, aproveitava o caminho para refletir e se perguntar: Será que um dia algo
iria mudar? Será que os seus sonhos iriam se realizar?
E
a esperança mesmo que pequena e singela, retornava ao seu ser.

As mundanças sempre acontecem, pois, somos essencialmente mutáveis e sempre seremos impulsionados as realizações. Bjos.
ResponderExcluirA esperança é um exercício diário. :)
ResponderExcluirSe não for a esperança não nunca faremos nada, mas as vezes é necessário mudar. No caso da Perpétua, de repente era fazer o castelo mais longe do mar.
ResponderExcluirTem uma Tag para ti no H. E. e O. P.
Bj
Mesmo quando realizados, alguns sonhos tendem a permanecerem perpetuamente.
ResponderExcluirGostei muito do texto, B. Ao fim e ao cabo, a própria vida é isso: vamos construindo nossos castelos de areia, vendo-os desmoronar, e começando de novo.
ResponderExcluirBeijos.
www.dilemascotidianos.blogspot.com