Sentimento
de exaustão. Frases repetidas. O mundo
dá voltas, mas continuo a parar no mesmo lugar. Os ponteiros do relógio
completam o seu ciclo, porém o vício permanece. Essa demora é um desatino. Essa
espera é a fonte de minha vulnerabilidade.
Lutar,
sonhar, fantasiar, imaginar, pensar e perceber a ilusão que está diante de si mesma.
Arriscar não faz mais sentido, quando o universo está conspirando contra o seu
empenho. A sua determinação torna-se
arredia e sem valor.
Vivendo
o presente, sem projetar o futuro. A tal esperança de dias melhores caiu por terra.
Talvez as forças tenham se exterminado. Ou talvez seja questão de tempo, como muitos
dizem. Mas e o meu tempo? Será quanto tempo ainda me resta? É indefinível, é
incerto.
O
que é pra ser? O que o destino me resguarda? Quando deixará de ser platônico e
se tornará real? Até quando ouvirei o discurso de ontem? Até
quando a maré inundará meus sentidos?
Enquanto
os fatos confirmam as minhas pressuposições, a fagulha da decepção está pronta
para me esmagar novamente. Fagulha que se aproveita de meu cansaço, meu
desgaste e minha fraqueza.
E
assim se escreve a minha busca por amor, por amar, por ser amada. Quiçá um dia,
decretarão o fim da minha (in)terminável procura.

A busca não pode ser sufocante, o amor é atemporal, qdo menos esperamos, ele acontece. Bjos, B.
ResponderExcluirMeu bem. Se eu fosse começar uma prosa sobre niilismo indicaria teu texto. Está deliciosamente simples e certeiro. Os desejos platônicos é o que todos buscam por saber que não existem. Mas há necessidade de buscar. Viver o presente sem perspectivas e expectativas é o que entendo ser necessário, mas muito difícil até de exercitar. F A N T Á S T I C O! Abraços do amigo Diego. (Obrigado pela indicação do blog na sua lista! Acabei de te indicar também, não por retribuição, por que realmente vale a pena vir aqui)
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