Estávamos
em um lago do outro lado da cidade. Após cinco horas viajando pela estrada de
chão, chegamos ao belo local, que se assemelhava ao paraíso. Juliana e Pedro
entraram no lago, primeiramente. Havia rochas que atrapalharam minha passagem e
me causaram desequilíbrio. Alguns segundos lutando contra aquelas pedras
escorregadias saltei na imensidão esverdeada. A água estava límpida, as algas
eram visíveis a olho nu. Levantei uma quantidade de gotas em minha mão e fi-las
cair, concretizando a união daquele líquido infinito.
De
repente, olhamos para o alto. O céu estava extremamente azul mesclado com
rajadas dos raios de sol. As nuvens eram poucas, mas proporcionavam um certo
equilíbrio colorido à pintura celeste. De repente, começaram a se formar pedregulhos
azuis, como se fossem estilhaços de um vidro querendo se quebrar. E então o
espetáculo se realizou: os estilhaços passaram a se desintegrar e cair como uma
chuva sobre nós.
Maravilhados
com aquela oportunidade que a natureza havia nos propiciado, abraçamo-nos, enquanto esperávamos que tudo voltasse à
origem da normalidade.

Nossa que lindo, claro um pouco assustador pois tenho a impressão que o mundo estaria acabando..
ResponderExcluirTenho textos assim também
Parabéns
O que gostei do seu mini-conto, B., é a possibilidade de várias interpretações, fiquei com a sensação de uma liberdade que não seria possível. Bjos e bom finde.
ResponderExcluirUm mini-conto polissêmico, gosto quando o leitor tem essa liberdade de participar do texto.
ResponderExcluirMUITO intenso. Me lembra o final do filme filme "Melancholia" de Lars von Trier. Parabéns B. Também estou achando sensacional, cada vez mais, o teu canto. E que, junto com Juliana e Pedro voltemos à origem da normalidade. Forte abraço!
ResponderExcluirMuito lindo seu texto. Complexo e simples ao mesmo tempo... Parabéns!
ResponderExcluirQue lugar lindo B.
ResponderExcluirCombinou com as belas palavras.
Que lindo texto!! Que belas palavras!! Adorei. Desejo-te uma semana super perfeita,mil beijinhos,fica com deus!! http://pontodecruzdamafalda.blogspot.pt
ResponderExcluirDizem que antes das desgraças existe a calmaria e antes da "benção" existe os impasses. Porém eu sempre achei que esses considerados impasses não passe de obstáculos a serem batidos.
ResponderExcluirSe não tivermos forças para passarmos por eles, será que merecemos estarmos vivos? Eu não sei.
Que coisa maravilhosa! Experimentei essa sensação de plenitude e serenidade esses dias, voltando de São Paulo com meus pais, quando assisti o por-do-sol mais bonito que já vi em toda minha vida! A natureza é realmente uma coisa abençoada, né? Nada como um tempo em contato com ela para reanimar os ânimos e acalmar o espírito!
ResponderExcluirBeijos =*
http://alacazaam.blogspot.com.br/
Lindo texto! Profundo na medida, sem soar meloso ou exagerado.
ResponderExcluirNão entendi muito bem o que aconteceu, mas gostei do texto e do português usado corretamente.
ResponderExcluirBeijos!!