Às vezes a vida torna-se rotineira demais e acabamos
deixando de criar expectativas em tudo o que nos rodeia. São nesses momentos que o pessimismo chega e
nos agarra com unhas e dentes. Este sentimento nos aprisiona e embora queiramos
nos livrar dele, parece ser impossível. A partir disto, se iniciam uma série de
reações negativas que adentram nossa alma e nos fazem sentir inferiores. Mesmo
conseguindo enxergar o brilho do olhar alheio, o nosso próprio olhar já não
brilha mais.
Se antes atribuíamos sentido às coisas mais simples,
hoje isso não acontece. Sentimo-nos
injustiçados, como se a vida tivesse nos escolhido para passar por aquele
sofrimento nas piores condições. Sentimo-nos sozinhos, desamparados, sem forças
para nos reerguer e julgamos que a nossa história é a mais sofrível.
Parecemos abitolados e miramos só o que queremos,
sem perceber que existem outras saídas aos lados. Almejamos o que nunca foi nosso e nunca será.
Neste sentido, buscamos sofrer e em um momento de ousadia, digo até, que o ser
humano em muitas ocasiões busca o masoquismo para ainda se sentir vivo. Através
do sofrimento achamos que somos vítimas e que a culpa é do próximo, o qual nos
apresentou este tal martírio.
O fato é que se não reconhecermos o que está
acontecendo conosco, desde as qualidades aos defeitos obscuros, jamais seremos
capazes de nos reerguer. A mudança, meus
amigos, começa dentro de você. Se você não quiser mudar, não encontrará
potencialidade em nenhum instante de sua vida.
E eu lhes digo algo importante: até mesmo no
sofrimento podemos encontrar uma resignificação. Basta querermos encontrar
esta forma de superar situações ruins, dentro de nós mesmos.
Ontem, ouvi histórias de mulheres batalhadoras.
Mulheres de família formada e que embora tenham inúmeros empecilhos evidentes,
lutam para fortalecerem o laço familiar. Mulheres sofredoras, brasileiras que
mesmo com lágrimas no rosto, encontram uma pequena esperança de resiliência.
E perto destas grandes mulheres, confesso que me
senti envergonhada. Apesar de ser nova, vivi alguns momentos de dificuldade,
mas estes nem se comparam com o que tais guerreiras presenciaram. Até então,
antes de ouvi-las sentia-me como alguém que não encontrava mais motivo para
buscar a felicidade. Comecei a ter o complexo de inferioridade, o qual
persistiu por um longo tempo dentro de meu ser. Aliás, permaneceu, até ontem à
tarde.
A vida precisa nos balançar, nos impactar com a
realidade, nos chocar para seguirmos em frente. Encontrei a necessidade de mudar, de ser uma
nova pessoa e deixar as minhas máscaras, o meu medo e a minha insegurança para
trás. Saí daquele local, com a determinação de levar uma nova vida, melhor e
mais significativa que a de antes.
Lembre-se, meu caro leitor, nunca é tarde para
recomeçar!

acredito que se preciso for temos que recomeçar sempre e evoluir sempre, estagnar jamais!
ResponderExcluirRealmente , as vezes só um chacoalhão te tráz pra real... mas junto com ele tem que vir a capacidade de aprendizado , senão , não serve pra nada , ...
ResponderExcluirConformismo é uma palavra que não deveria existir no dicionário de ninguém.
ResponderExcluirMais do que um texto, uma lição. Lindíssimo.
ResponderExcluirBeijos.
www.dilemascotidianos.blogspot.com
Você tem toda razão! É preciso querer mudar e se mexer para isso, mas às vezes é necessário um choque, um grande acontecimento para balançar as estruturas da pessoa, para que tal mudança seja feita.
ResponderExcluirBeijos
Muito bom o texto.Mudar é sempre bom.Te desejo tudo de bom nesse processo de transformação.
ResponderExcluirSe a gente não provoca mudanças na vida, ela acaba por provocar, e nem sempre quando acontece assim é do nosso agrado. Então é necessário desinstalar-se da acomodação.
ResponderExcluirHistórias, estórias e outras polêmicas
www.cchamun.blogspot.com.br
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirÉ preciso lutar sempre por uma mudança positiva
ResponderExcluirhttp://bit.ly/11Ke2HQ