O diálogo prosseguia, até que Júnior soltou algumas
palavras sem nexo. Seu olhar assustado evidenciava as dúvidas que tinham sobre
a situação. Será que era uma inimiga. Será que sobreviveriam? Por que ela está
agindo deste modo? Por que ainda não causou danos?
A mulher de cinza fez um sinal para que Júnior se
calasse. Ele era o único que não estava amordaçado. Júnior obedeceu.
Logo depois da repressão, Márcia também voltou à
consciência. Havia um pequeno sangramento em sua cabeça, o qual causava náuseas
à Paula.
Quando os três estavam sãos, a mulher chamou o seu
capanga, um homem robusto e de enormes músculos, conhecido como Pardo. Ele os
conduziu para fora da cabana, puxando-os pela corda que amarrava uns aos
outros.
A alguns metros, avistaram uma caverna. O céu já estava
escurecendo e o pavor tomou conta dos amigos, a ponto de ficarem parados por
algum tempo. A mulher de cinza tinha pressa e obrigou-os a continuar o trajeto.
Os corvos habitavam o local, em peso. Um deles pousou na
entrada pontiaguda da caverna. A escuridão beirava o local. Pardo acendeu uma vela para iluminar o interior da gruta.
Quando se fez a luz, vários morcegos sobrevoaram seus
corpos, ao passo que o grito de Márcia estremecia as paredes.
Porções de terra previam um desmoronamento e devido a
este fato, a mulher de cinza, acelerou o processo. Por fim, se depararam com um
santuário guardado por um homem das cavernas. O mesmo estava repousando, mas
despertou após o ruído dos ratos embaixo dos pés.
Prontificou sua lança na direção deles, a fim de defender
o lugar sagrado. Próximo ao homem havia um compartimento de vidro que abrangia
algo dentro.
Em meio ao estopim para o ataque do nômade, Pardo
interviu, acertando um tiro em seu peito. No compartimento havia escrituras em
hebraico, as quais só poderiam ser desvendadas pelo grupo dos 4. Tal grupo, era
o único em todo o mundo, que convertia essas línguas. Contudo apenas três dos
representantes se encontravam ali.
Apesar disto, a mulher de cinza, acreditava estar
portando o grupo completo e pediu que eles desvendassem o mistério. Como as
tarefas eram divididas por partes, apenas um segmento em hebraico poderia ser
traduzido, devido à ausência do quarto elemento.

Engraçado, esse seu texto me lembrou várias coisas, dentre elas: O labirinto do fauno, A cabana e A menina que roubava livros.
ResponderExcluirUma mistura muito bem feita de todas essas coisas. E o que dizer né? Você, como sempre me surpreendendo com sua ótima escrita.
Ahhh..Adicionei voc~e na minha lista de favoritos, tudo bem?
Um beijo guria.
Por incrível que pareça ainda não li A Cabana, nem a Menina que Roubava Livros, apenas assisti ao filme Labirinto do Fauno. Agora fiquei curiosa, para saber se parece mesmo. As férias chegaram, então irei ler. Obrigada pelo carinho, guria *-* Você está nos blogs que recomendo.
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