Estava deitada sobre o assoalho de uma cabana. Nunca estivera naquele lugar antes. Seus olhos ardiam ao se encontrarem com os raios de
sol que adentravam a sala. Uma mordaça impedia que ela se comunicasse e as
cordas, que se movesse. O nó estava apertado e por mais que se esforçasse para
desfazê-lo, era em vão.
Ela não estava só. Ao lado, compareciam seus dois amigos inseparáveis,
até mesmo em instantes como aquele. Não refletia bem o que estava por vir, nem
encontrava explicação para um momento tão estranho, mas pressentia o perigo no
ar.
A maçaneta da porta de madeira começou a girar,
interrompendo seu raciocínio. A mulher morena de alta estatura, vestindo aquela
roupa cinza flexível, se aproximava deles. Seu riso cínico causava calafrios
nos reféns.
A última vez que a vira foi horas antes da captura. No
início, ela parecia estar realmente perdida e em uma decisão unânime,
resolveram ajudá-la. A trilha passou a agregar mais uma companhia. Conversas
despojadas quebravam o silêncio e a longa estrada que ainda percorreriam para
chegar ao ilustre lago.
Durante a caminhada, acabaram se envolvendo em um
labirinto. Márcia tentava achar o
caminho certo, seguindo pela esquerda, enquanto, Júnior seguia pela direita.
Paula e a estranha mulher, cujo nome não sabia, andavam para frente. Aquele que
encontrasse o caminho primeiro, avisava aos outros, assim poupariam tempo e
cansaço.
Contudo, a mulher de cinza, estragou a tarde. A última
lembrança que Paula tinha, era a paulada em sua cabeça. Após isso, o presente a
confrontava com aquela senhora em sua frente. Desejava arrancar-lhe o pescoço,
mas a imobilidade a impossibilitava de realizar tal ato.
Enquanto se perdia em pensamentos e esperava que Júnior e
Márcia acordassem, ela dirigiu-lhe a palavra:
- Não adianta se remexer, Paula. Meu plano está muito bem
arquitetado e não há falhas ou rastros.
- Pra quê continuar com essa conversa tola? Acabe logo com isso. Pare de aguçar a sua face cruel.
- Ainda é cedo.
- Afinal, o que você quer de nós? Somos de
classe baixa, não existe dinheiro algum para o resgate.
- O dinheiro não me fascina desta maneira. O que conseguirei, está além. Além de mim, de
você e de nosso entendimento.

muito legal seu blog visita meu blog por favor? http://bloggdoanonino.blogspot.com.br obrigado
ResponderExcluirOlá, B. Tudo bem?
ResponderExcluirPrimeiro, obrigada pela visita, depois, gostei do teu conto, achei ele de caráter intimista, e com um suspense na dose certa para a continuação.
Beijos e ótimos dias!
Hey Biia
ResponderExcluirDesculpa o atraso pra comentar.
Curti bastante o texto e se a Cissa disse curtiu então ta ótimo, a fera nos contos é ela.
Bjão