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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Porvir.

 
   Literalmente, o mundo dá voltas. E muitas voltas. Devido a este fato, é que digo: precisamos pensar na consequência de cada gesto ou palavra nossa. Uma hora podemos estar por cima, outra hora por baixo e é assim que caminha a humanidade. Todos os seres humanos possuem seus picos, ora estão altos, ora nem tanto. É inevitável, parece até uma lei que rege o universo.
   Devemos estar preparados para toda e qualquer situação imposta. Devemos colocar a cara a tapa, arriscar. Pois como dizia Heráclito, nós nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio. Nós sempre seremos diferentes, mutáveis.
   E quando a vida nos expõe a certos constrangimentos, logo perdemos o eixo. Enlouquecemos de medo, medo do que está por vir. Aliás, essa é uma expressão extremamente temerosa, pela maioria de nós, o ‘porvir’.
   A verdade é que estamos em um constante devir. A cada segundo algo é transformado em nós ou no próximo, e isso desencadeia uma série de reações, consequências. Na maioria das vezes, não temos jogo de cintura o suficiente, para aguentar as dobras da vida, sem nos abalar.
  Porém, após as quedas, aparece a calmaria para nos mostrar que a história se repetirá e que devemos estar prontos para esta repetição. É hora de reconhecer que cada detalhe desta imensidão  é um aprendizado. E são a partir destes aprendizados que conseguimos lidar com os nossos piores pesadelos.
  O ideal é manter-se equilibrado, manter-se na linha tênue dos supostos finais e dos prováveis recomeços.