
Literalmente,
o mundo dá voltas. E muitas voltas. Devido a este fato, é que digo: precisamos
pensar na consequência de cada gesto ou palavra nossa. Uma hora podemos estar
por cima, outra hora por baixo e é assim que caminha a humanidade. Todos os
seres humanos possuem seus picos, ora estão altos, ora nem tanto. É inevitável,
parece até uma lei que rege o universo.
Devemos
estar preparados para toda e qualquer situação imposta. Devemos colocar a cara
a tapa, arriscar. Pois como dizia Heráclito, nós nunca nos banhamos duas vezes
no mesmo rio. Nós sempre seremos diferentes, mutáveis.
E
quando a vida nos expõe a certos constrangimentos, logo perdemos o eixo.
Enlouquecemos de medo, medo do que está por vir. Aliás, essa é uma expressão
extremamente temerosa, pela maioria de nós, o ‘porvir’.
A
verdade é que estamos em um constante devir. A cada segundo algo é transformado
em nós ou no próximo, e isso desencadeia uma série de reações, consequências.
Na maioria das vezes, não temos jogo de cintura o suficiente, para aguentar as
dobras da vida, sem nos abalar.
Porém,
após as quedas, aparece a calmaria para nos mostrar que a história se repetirá
e que devemos estar prontos para esta repetição. É hora de reconhecer que cada
detalhe desta imensidão é um
aprendizado. E são a partir destes aprendizados que conseguimos lidar com os
nossos piores pesadelos.
O
ideal é manter-se equilibrado, manter-se na linha tênue dos supostos finais e
dos prováveis recomeços.