Diversas
almas me assombravam à medida que eu passava por entre os estreitos vãos da
sala.
Procurei
pelos dois quartos, mas não o encontrei. Ouvi conversas no saguão e me virei
para ir até lá. Cautelosa, mirei a alma de Tim enclausurada com Fernanda à sua
frente. O menino implorava pelo fim do sofrimento de ambos e das vítimas, mas a
garota não cedia.
Algum
tempo mais tarde, Fernanda deixou o saguão. Rapidamente, libertei a alma de Tim
das trevas e lhe expliquei o que deveria ser feito.
Às
escondidas, Tim reuniu as almas em um quarto e começou a contar a verdadeira
história, mostrando-lhes a realidade.
Atordoadas,
cada alma tomou a sua forma humana e foi ao encontro de Fernanda, para o acerto
de contas. A garota foi aterrorizada por elas.
Repentinamente,
a sala tornou-se um breu. Almas repletas de escuridão surgiram para levar
Fernanda. A garota tinha a sua última chance de rendição.
Antes
que a capturasse, Fernanda desistiu de sua vingança, perdoou e foi perdoada. Assim,
todas as almas que vagavam ali, se direcionaram à dimensão celestial.
Enfim,
deixei o sobradinho e caminhei para o abraço de franzino. Sorri, enquanto ele
pronunciava: - Está tudo bem.
Perguntei-lhe
seu nome. Era Alan. Mas pra mim, sempre seria o jovem franzino que me ofereceu
uma nova chance de vida.
Regressamos
à casa de madeira. A polícia já estava na porta. O desespero de minha mãe me
comoveu. Caí em um choro doído, sentido, mas felizmente vivo.
