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sábado, 13 de julho de 2013

[Parte 4] O mistério da vizinhança.



    Diversas almas me assombravam à medida que eu passava por entre os estreitos vãos da sala.
    Procurei pelos dois quartos, mas não o encontrei. Ouvi conversas no saguão e me virei para ir até lá. Cautelosa, mirei a alma de Tim enclausurada com Fernanda à sua frente. O menino implorava pelo fim do sofrimento de ambos e das vítimas, mas a garota não cedia.
    Algum tempo mais tarde, Fernanda deixou o saguão. Rapidamente, libertei a alma de Tim das trevas e lhe expliquei o que deveria ser feito.
    Às escondidas, Tim reuniu as almas em um quarto e começou a contar a verdadeira história, mostrando-lhes a realidade.
    Atordoadas, cada alma tomou a sua forma humana e foi ao encontro de Fernanda, para o acerto de contas. A garota foi aterrorizada por elas.
    Repentinamente, a sala tornou-se um breu. Almas repletas de escuridão surgiram para levar Fernanda. A garota tinha a sua última chance de rendição.
    Antes que a capturasse, Fernanda desistiu de sua vingança, perdoou e foi perdoada. Assim, todas as almas que vagavam ali, se direcionaram à dimensão celestial.
    Enfim, deixei o sobradinho e caminhei para o abraço de franzino. Sorri, enquanto ele pronunciava: - Está tudo bem.
    Perguntei-lhe seu nome. Era Alan. Mas pra mim, sempre seria o jovem franzino que me ofereceu uma nova chance de vida.
    Regressamos à casa de madeira. A polícia já estava na porta. O desespero de minha mãe me comoveu. Caí em um choro doído, sentido, mas felizmente vivo.