Há um vazio inteiramente
intrigante dentro de cada um de nós. Um vazio indecifrável, que vez ou outra,
aparece de forma arrebatadora. A vivência do desamparo, de uma frustração, de
uma tristeza profunda ou de uma perda significativa “convoca” este vazio. Então
nos deparamos com ele e temos que aprender a
lidar com esta sensação avassaladora.
Vazios à parte, descobri
que o meu grande vazio é carência de mim mesma.
Ao longo do tempo,
fui-me preenchendo com as mais diversas figuras/objetos/pessoas, as quais me
rodeavam, a fim de tapar esse espaço. Mas nada, nada o fazia ir embora. Era como
tapar o sol com a peneira. Vivi procurando em outros, o que falta em meu
próprio ser.
O fato é que após cada
frustração, a minha lacuna vem à tona. Sempre foi assim e, quiçá, sempre será.
Nesses tempos, a melancolia torna-se mais ativa que o normal e eu me debruço em
palavras sinceras articuladas em um texto como este.
Nos últimos dias, tenho procurado maneiras
diferentes de encontrar a solução para tal problema, porém acabei percebendo
que o que realmente importa é: o que você faz com o seu vazio?
Conhecer a mim mesma, aceitar-me como sou e
amar-me é o primeiro passo...
Hoje, estou fazendo
deste vazio, um momento passageiro e inevitável, que irá semear frutos no
futuro. Frutos que me farão sentir completa... Completamente feliz e bem o
suficiente com o meu eu interior.

Olá, B., como vai? Lutar contra o vazio acaba dando força à ele... talvez o desafio seja encontrar uma convivência confortável com o vazio que pode ser benéfico no sentido de nos reencontrarmos nele. Abraços!
ResponderExcluirPalavras muito profundas e verdadeiras, B.
ResponderExcluirEstava com saudade dos teus textos, sempre bem escritos e reflexivos.
Beijão.
www.dilemascotidianos.blogspot.com