Ao encontrar-se sozinha novamente, Luna se autoflagelava
e proferia palavras contra si mesma: -
Isso não pode estar acontecendo! Não deveria tê-lo beijado! Não pode voltar a
ocorrer.
Irritada, ela
começou a correr pela floresta, soltando alguns gritos abafados.
Anderson, em contrapartida, só conseguia pensar no que
aquela mulher lhe despertava. No gosto da paixão em seus lábios e correndo por
suas veias. Naquela manhã, não voltou para a sua casa. Não queria reviver lembranças dolorosas, então ficou perambulando
pelas ruas vazias da cidade, até que a noite chegasse para encontrar Luna. E
assim o fez.
O jovem chegou naquela floresta, agora tão convidativa, e
louco para encontrar Luna, caminhou apressadamente ao local que conhecera na
noite anterior. Ela não estava lá, para a sua frustração. Anderson começou a
perambular e chamar teu nome em meio às folhagens verdes. De nada adiantou.
Luna observava o amante de longe. Mordia o lábio de
nervosismo e ansiedade, porém sabia que precisava conter-se. Viu-o sentar-se em
um tronco de árvore velho, derrubado ao chão.
Anderson colocou os braços sobre as pernas e a cabeça
sobre os joelhos, pondo-se a chorar incessantemente e a repetir: - Por quê? Por
que mais uma vez?
Nesse momento, Luna não conseguiu se segurar. Entregou-se
ao desejo, por mais proibido que fosse. Direcionou-se a Anderson e beijou-lhe
os lábios com tamanha voracidade. Ali aconteceu a primeira noite de prazer dos
amantes, um entregue ao outro. Anderson, só não desconfiava o que essa noite
traria como consequências, mais tarde...
O tempo se passara e os encontros aconteciam todos os
dias sob o luar. Contudo, à medida que o laço entre ambos se intensificava,
Luna tornava-se mais possessiva. A garota dos cabelos vermelhos, o queria só
para ela e chegou a um ponto em que Luna, não o deixava mais sair da floresta.
Por mais distante que fosse dos seus pais, Anderson ainda
tinha uma família, a qual se importava.
Sentia-se restrito, preso, controlado. E já não aguentava mais àquela
situação. Então, resolveu cometer um ato de pura insanidade. Enquanto Luna
dormia, o jovem saiu da floresta pela manhã para ver a sua família.
Anderson sentia-se livre, adorava a floresta, mas queria
respirar um pouco do ar da cidade. Voltou para a sua casa, abraçou os pais e
sentiu uma proximidade incomum, ao vê-los após tantos dias longe. Agora sua
felicidade estava completa. Prometera aos pais, que voltaria em breve e com
mais frequência. Anderson ainda não sabia, mas era um terrível engano.

Penso que a possessividade é dos sentimentos mais venenosos da humanidade. Já vivi com alguém possessivo, foi muito ruim, acabou com minha estima e vontade de viver. Vamos ver o que acontecerá nessa história... Um abraço!
ResponderExcluirTô gostando de ver B. Li o primeiro e fiquei instigado. Essa segunda parte mostra bem como as coisas vão desenrolar. Estou curioso pela continuação. Você escreve muito bem. :)
ResponderExcluirBeijo!!
Essa virada na trama tá bem legal. Bateu uma expectativa grande pra sequência.
ResponderExcluirBeijo.
www.dilemascotidianos.blogspot.com
Será uma lobiswoman?
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