Embrenhou-se na floresta, enquanto procurava dissipar os
pensamentos que insistiam em leva-lo ao sofrimento daquele primeiro amor.
Anderson deixava-se guiar pelo vento que soprava em seu rosto e arrepiava seus
pelos. Queria voar para longe dali.
Em meio ao rio de lágrimas que descia por sua face rubra,
o jovem de 20 anos dava passos largos para se distanciar e fugir de tudo.
Acreditava que assim poderia, finalmente, deixar a sobrevida para trás e apenas
viver de verdade.
Repentinamente, uma luz vermelha surgiu à sua vista.
Temeroso, Anderson aproximou-se aos poucos, movido pela sua curiosidade.
Escondeu-se atrás de um arbusto e percebeu uma mulher incrivelmente linda, de
cabelos ruivos esvoaçantes e olhos brilhosos.
Ela estava sorrindo, com uma postura vitoriosa e, acima
de tudo, cercada de mistério. Anderson não pôde se conter, moveu-se em direção
àquela mulher de beleza descomunal. Tentou cumprimenta-la, primeiramente, mas
ela se assustou. Fuzilou-o com aqueles olhos negros e perguntou:
- Quem é você? E o que está fazendo na minha
floresta?
- Desculpe, apenas precisava fugir um pouco da minha
realidade. Andava pelas ruas sem destino e encontrei esta floresta como um bom
refúgio. Acho que acabei adentrando demais por entre as árvores – disse Anderson,
meio sem jeito.
- Há muito tempo não encontrava ninguém por aqui... E é
estranho você ter encontrado o meu lugar. Consigo me esconder de todos, há
anos, sem que ninguém ao menos tenha vindo me investigar – a mulher cerrou o
cenho e fechou os punhos.
- Você vive aqui? – perguntou Anderson meio pensativo.
- Sim. Tem algum problema rapaz? – disse ela asperamente.
- Não, nenhum – prosseguiu Anderson. Como se chama,
garota dos cabelos vermelhos?
A garota quis esconder aquele pequeno sorriso que
despontava do seu rosto e tentava manter-se irredutível. Contudo, não conseguiu
por muito tempo. Respondeu-o em tom amigável:
- Luna. E o seu
cavalheiro da noite?
- Meu nome é Anderson. Posso passar algumas horas aqui
conversando com você?
Luna refletiu por uns minutos e, por fim, assentiu com a
cabeça.
Passaram uma noite agradável, juntos. Viram o amanhecer e
selaram o momento com um beijo avassalador, o qual pulsava em ambos.
Porém, após o beijo, Luna mirou Anderson e, com desprezo,
pediu-o para ir embora. Sem entender, o jovem apenas retirou-se como a sua
garota de cabelos vermelhos lhe pedia, mas disse que voltaria.

E quem entende as mulheres?
ResponderExcluirQuerida tá sumidinha lá do blogue. O H. E. e O. P. está com saudades de ti.
Bjs
Adoro ler você!
ResponderExcluirAh me identifiquei!
ResponderExcluirVocê escreve muito bem.
Seguindo