Definitivamente,
o ato de julgar não é nada vantajoso.
Emitir um julgamento a alguém (neste caso, falarei particularmente das
pessoas), sem conhecer ou saber o que se passa dentro de seu interior, é de uma
superficialidade tremenda.
Tarefa
difícil essa, para nós humanos, errantes que somos. Nós que estereotipamos e
rotulamos a todo o momento. Ainda mais em uma sociedade que está afundando em
valores “desconhecidos”, como a nossa.
Desde
que comecei a estudar Psicologia, precisei conviver um pouco mais com a tal da
empatia. O que é complicado, porque, atualmente, somos extremamente
individualistas. Na contemporaneidade é o individualismo que reina.
Contudo,
comecei a ver o outro de uma forma mais singular. E com o passar do tempo,
tentei transformar (embora eu tenha conseguido poucos avanços) o meu olhar de
julgamento em mero coadjuvante. É preciso exercitar maneiras de descobrir a
história de um indivíduo antes de aponta-lo segundo a “moral da sociedade”.
A
verdade é que tudo tem um motivo. Qualquer característica que esteja cravada em
sua personalidade, seja ela boa ou ruim, não aconteceu por acaso. Nós somos
constituídos por uma história, a qual segue nos moldando, até o último dia de
nossas vidas.
Portanto,
meu caro, procure não julgar, antes de saber o que está por trás daquele
ato/palavra/sentimento. Há muito mais do que os seus olhos podem ver, há muito
mais do que a sua percepção pode admitir.
“Cada
um sabe a alegria e a dor que traz no coração”.

Ótimo texto! Se me permite fazer uma indicação, assista o filme "Después de Lucia" Tem legenda em português. Se te conheço como penso, você vai ficar tão incomodada como eu.
ResponderExcluirExcelente texto, muitos usa o martelo implacável como juiz sem dar oportunidade de defesa, sabendo que a presunção da inocência é um dos princípios jurídico. Boa semana.
ResponderExcluirAcho que todos nós já cometemos este "crime".
ResponderExcluirA diferença está no amadurecimento das ideias.
Não queremos ser julgados, logo, não devemos julgar.
Brilhantes palavras, B.
Acho difícil não julgarmos, seja pela atitude ou pela aparência. O problema é que nos colocamos no lugar do outro sem saber o que realmente se passa.
ResponderExcluirMuito bom seu blog
bjs
http://bomdiaparanoia.blogspot.com.br/
Todos nós em algum momento tivemos preconceitos. Mas acredito que julgamento é algo bem diferente. Entendo por julgamento ir até a pessoa e apontá-la, prejudicando-a ou beneficiando-a em prol do MEU julgar. E isto é ridículo mesmo. É muito fácil falarmos, por exemplo, de aumento da maioridade penal, sentados, assistindo Datena, no conforto de nossos sofás. Conhecemos (como bem citaste) a história e o papel que a sociedade e o governo desempenharam nas periferias brasileiras? Conhecemos o sistema carcerário? Melhor que conhecer a história individual, ainda, é conhecer o contexto geral. Ponto pra vc, B. De novo! Abraços do amigo Diego.
ResponderExcluirNão enxergo o individualismo como um problema, pelo contrário, é uma ótima forma de respeitar o outro individuo, relativizando cada comportamento. O individualismo, surgido no Renascimento (século XIV), é a filosofia oposta ao coletivismo da idade média, que colocava cada pessoa num grupo: nobreza, clero ou camponês. Antes de ser quem você era, você deveria ser o que o grupo era. As pessoas eram apenas parte de um todo, não o todo em partes. Então, por isso, o individualismo é ótimo pra mim.
ResponderExcluirO grande problema seria o egoismo, um individualismo disfarçado, vindo de alguém que não se importa com os sentimentos alheios. Esses são os julgadores, os que se sentem o umbigo do mundo, o centro referencial comportamental, o parâmetro da existência.
Obs.: fiz um blogue novo (sismograffia.blogspot.com.br), sou o namorado da Jéssica Simões (do Arquivos Utópicos). Tô te seguindo.
Beijo!