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domingo, 10 de março de 2013

Reconhecimento.


Bom, galera, ganhei dois Memes instigantes do blog Nidus de Charta e então estou aqui para realiza-los. Antes de mais nada, queria agradecer à Raehli, por ter lembrado do meu blog, o que me surpreendeu bastante (além de me deixar feliz, é claro).

Enfim, sem mais delongas, as regras são as seguintes:


- Responder à pergunta: Qual livro você indicaria para uma pessoa começar a ler?

Sem sombra de dúvidas, “A Elegância do Ouriço” de Muriel Barbery. Creio que não seja um livro tão conhecido e até mesmo que seja para poucos, pois ao meu ver é extremamente filosófico e rebuscado. Recomendo que leiam com um dicionário ao lado, para evita problemas de interpretação. É um livro que elucida fortes ideais e que propõe uma realidade peculiar a partir de críticas à nossa “querida” sociedade decadente.


“A história gira em torno de duas personagens principais, que vivem em um prédio elegante no número 7 da Rue de Grenelle, na França: Renée, a zeladora baixinha, gorda, feia, ensimesmada, mas que esconde uma alma inteligente e culta, e Paloma, a caçula da família Josse, uma menina de 12 anos, quieta, sensível e sagaz, mas que por não ver sentido na vida decide colocar um fim nela ao completar  13 anos. No prédio vivem outros personagens, mas a rotina começa a ser alterada com a chegada de um novo morador, um japonês de nome Kakuro Ozu.”
                                                                                                Por Companhia das Letras.

Indicar 10 blogs para fazer o Meme:
 
A garota sem parafusoALACAZAAMArquivos utópicos, Expectativas reais, Infinita liberdade, Mensagem efêmera, Wink. (Escolhi os meus preferidos, então indiquei 7.)

Avisar os blogs que você indicou e colocar a imagem no seu blog para apoiar a campanha.


Segundo Meme:

 
As regras são as seguintes:
 
- Citar o nome e o link de quem te enviou: Raehli
 
- Indicar 2 livros que leu em 2012 e gostou: 
Sussurro (Hush, Hush)  de Becca Fitzpatrick
O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini
 
- Listar 3 livros que gostaria de ler em 2013: 
O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder
A Menina que Roubava Livros de Markuz Zusak
O Menino do Pijama Listrado de John Boyne
 
- Oferecer o selo para 10 outros blogs e avisá-los. 
Escolherei os meus 7 favoritos, novamente.

Obs: Queria ressaltar a importância da leitura na nossa vida. Como já destaquei em outro post, eu tinha uma dificuldade para ler e um interesse não tão grande também. Durante estas férias, decidi me dedicar aos livros e percebi o quão mágico é. Bem, estou dividindo minha experiência com vocês, porque sinto que cresci nesse aspecto e pretendo continuar em meio ao caminho da leitura.


sábado, 19 de janeiro de 2013

Palavras, apenas palavras.




" (...) Platão dizia que a linguagem é um pharmakon. Esta palavra grega, que em português se traduz por poção, possui três sentidos principais: remédio, veneno e cosmético. Ou seja, Platão considerava que a linguagem pode ser um medicamento ou um remédio para o conhecimento, pois, pelo diálogo e pela comunicação, conseguimos descobrir nossa ignorância e aprender com os outros. Pode, porém, ser um veneno quando, pela sedução das palavras, nos faz aceitar, fascinados, o que vimos ou lemos, sem que indaguemos se tais palavras são verdadeiras ou falsas. Enfim, a linguagem pode ser cosmético, maquiagem ou máscara para dissimular ou ocultar a verdade sob as palavras."
                                                                                              
                                                                                        Marilena Chauí.

     Diante deste pequeno fragmento, eu lhes pergunto, em qual dos três sentidos estamos empregando as palavras? Afirmo, que abrangemos os três significados quando consideramos a linguagem atual, pois há uma relação de interdependência entre eles.
     Tudo o que dizemos, está sujeito à contradição. Dotamos de uma verdadeira insegurança quando pronunciamos uma palavra, frase, texto e derivados. As vezes não sabemos o que a palavra quer realmente exprimir, as vezes 'assassinamos' a gramática, as vezes realizamos discursos mal ditos e principalmente empregamos a linguagem da maneira que queremos ou necessitamos, como se fôssemos os autores de todo um contexto linguístico.
     Tais erros são construídos devido à falta de informação e talvez com uma boa leitura, poderemos aumentar a nossa fonte de conhecimento. Porém, o problema máster é a frequência ininterrupta com que utilizamos as palavras para dissimular o que somos ou sentimos, ou seja, abusamos da linguagem como cosmético.
     Aplicamos a ambiguidade a nosso favor, manipulamos palavras e consequentemente influenciamos ideias. Usufruímos do nosso discurso em benefício próprio, seja através de palavras não ditas ou por meio de palavras ditas de forma enganosa. E então, a linguagem não é vista com seriedade. Ela torna-se produto dos sujeitos incapacitados de conhecer o verdadeiro poder das palavras. 
     Desta maneira, o discurso equivocado é passado adiante, sem que ninguém questione se é verídico ou não. A partir desta situação, a linguagem deixa de ser cosmético e começa a ser veneno. Veneno, o qual, nos cega, impedindo que possamos questionar o discurso do outro, antes de nos apropriarmos dele.
     A fim de vencer a alienação originada pelo excesso de veneno, podemos experimentar a linguagem como remédio, encontrando nas palavras o caminho para a transformação. Encarando a linguagem como algo essencial e que nos diferencia dos demais seres. Algo que nos possibilita aprender com o outro, expressar sentimentos e ideais.
     Nós, os contemporâneos, não só precisamos como também devemos valorizar o que é dito e o que é ouvido. É necessário cumprir com o nosso discurso e perceber que a magia das palavras é imensa demais para ser jogada ao vento.