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terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Vomitando angústias.
Estou cansada. Cansada de tentar realizar algo útil e sempre cair nas teias dos meus defeitos. Eu pensei que seria diferente, mas era ilusão. Que não existem pessoas perfeitas, ah, isso eu já sei! No entanto, como lidar com esta angústia corrosiva? Como lidar com essa repulsa que as vezes tenho do meu próprio ser?
Ando buscando alternativas. Ando buscando recuperar minha autoestima, meu amor próprio. Porém, parece que quanto mais eu busco aspectos positivos, a vida insiste em me mostrar o que é negativo aqui dentro. Tudo isso, me leva à extrema exaustão.
No começo da minha adolescência sentia-me a dona da razão. Por um bom tempo, fiquei imersa em comportamentos como este. Até que, uma hora, a gente acaba percebendo que aquele defeito (ou erro) não está te levando a lugar nenhum. E decidimos apostar em uma transformação.
Pois bem, eu pensei que estava conseguindo me transformar, só que não. No ápice de meus 18 anos de idade, pessoas que eu amo (e que só querem me ver bem, por isso me confrontam com a verdade), decidem abrir meus olhos, antes que seja tarde. Disseram que sou moralista. E então eu fiquei refletindo sobre aquele argumento que usaram.
Cheguei a conclusão que por mais, que eu o faça sem intenção, infelizmente, eu o faço.
Antes eu era reclusa e guardava os ideais apenas em meu ego. Porém hoje eu me expresso demais, embora os meus discursos, na maioria das vezes, sejam conforme a realidade propõe, eu não tenho esse direito. Não tenho o direito de permear na vida de alguém (mesmo que sejam meus amigos e família) e dizer o que é certo e é errado. Eu reconheço.
Ontem, quando deitei a cabeça no travesseiro, senti o gosto das lágrimas salgadas, como há muito, não acontecia. Chorei como criança e uma dor me invadiu. Sinto-me perdida, como se não soubesse que decisão tomar. Talvez eu teria que abrir mão do que construí em minha história e me reinventar em todos os aspectos.
Enfim, apenas quero realizar o meu desejo. O desejo de deixar para trás esse falso moralismo, essa razão equivocada que me assola e me destroça.
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