Estava anoitecendo. A lua começava
a despontar no céu sem estrelas, refletindo na face da garota. A noite era
agradável para Susi. Sentia-se pertencente àquele cenário.
Admirando o efeito lunar, a menina
sentou-se no banco central do Jardim Botânico. Palavras eram rabiscadas naquele
caderno que carregava quando algo adentrava teu interior. Após algumas
tentativas de escrever algo coeso, resolveu andar pelo local, onde se
encontrava na companhia, apenas, do guarda noturno.
Jorge já se acostumara a encontrar
Susi em noites esporádicas. Sempre que a via chegar, entregava-lhe uma lanterna
e um kit de sobrevivência, caso se perdesse no meio das inúmeras árvores.
Susi caminhava por entre as
plantas, sentindo a essência de cada uma. Sem sombra de dúvidas, as que mais
lhe despertavam curiosidade, eram as insetívoras. Ficava observando-as por horas a fio. Naquele
momento, presenciaria um espetáculo da natureza. Um inseto pousou sobre a folha
de uma insetívora que por fim, se fechou, esmagando-o. Vidrada, a garota
apresentava uma expressão estonteante.
Depois do ocorrido, Susi atentou-se
para o barulho do pequeno lago que estava ali perto. Ligou a lanterna e seguiu até
lá. Iluminou a água e visualizou ovos
eclodirem, originando vários girinos que nadavam para longe.
Mais tarde, ouviu sapos coaxarem,
olhou para o lado e se deparou com um casal de anfíbios em terra úmida no
momento de reprodução. Sua face se resplandecia e o frenesi era enorme.
Permaneceu junto ao lago, por um tempo indeterminado, maravilhada.
Nas horas seguintes, a garota
voltou ao teu percurso. Quando estava andando por algumas plantas, sentiu
espinhos arranharem tua perna. Agachou-se para ver o ferimento, fez um curativo
e ao levantar constatou que o dia estava quase amanhecendo.
Nesse instante, a “flor das 6h”
começou a se abrir mostrando suas pétalas rosadas. Exalava um cheiro adocicado
que convidava às abelhas a pousarem e sugarem o néctar.
Ao avistar o sol nascente, Susi
sabia que era hora de partir.
Após este longo período em contato
com a natureza, as palavras antes rascunhadas no caderno, começaram a ser
ordenadas. Susi, dessa vez, compreendera a pequenez do ser humano e inferira o
quão grandioso é o mundo natural, além do que os homens podem enxergar.
E este foi apenas um dos relatos,
para o grande livro que viria 10 anos depois: O encantamento da mãe natureza.

Que bonito, acho que me sinto um pouco como a Susi, posso passar horas em silêncio observando o céu, sentindo o vento, olhando as árvores, os insetos e as flores, é tudo tão imensamente maior que nós e ainda assim achamos que temos o controle e que somos donos de tudo...
ResponderExcluirBelíssimo texto, B.
eraoutravezamor.blogspot.com
Que lindo, B.
ResponderExcluirFiquei imaginando você no lugar da Susi rsss.
O contato com a natureza ouvindo apenas os seus ruídos é algo muito bom.
Fiquei feliz que tenho gostado da foto no Por que Marisa. rsss
Só não entendi por que és suspeita rss. Fiquei imaginando que seria capaz de pegar uma faca e .... ixi... eu te acho tão doce rss.
Estou pensando em fazer uma postagem com as fotos que produzi para os posts. Algumas são bem engraçadas.
Tem mais dois posts novos lá. E aproveita para ouvir o conto de Natal.
É só clicar na árvore que fica à direita, abaixo do "O novo Natal de Nicolau".
Bjs
Nossa que lindoooo escreve bem demais hem menina, parabéns!!!!
ResponderExcluirJá estou afastada do blog, mas não poderia deixar de vir até aqui te desejar um natal cheio de paz e amor ao lado dos seus e que o ano novo seja repleto de conquistas.
Boas festas!!
Achei você, menina! hahaha
ResponderExcluiralgumas vezes entrei em seu perfil, mas o link do blog não aprecia pra mim, hoje consegui entrar pelo perfil do Eder... me aguarde, serei presença constante agora (quando a correria deixar).
Adorei achá-la porque quero agradecer sua presença constante em meu espaço, desejar um Natal maravilhoso, com alegria, paz e luz... que 2014 seja repleto de surpresas agradáveis e inesquecíveis.
Um abração!
*aparecia
ExcluirQue lindo!
ResponderExcluirOs tons de encanto e magia do teu conto, quase uma prosa poética!
A 'flor das 6h', - imaginei-a no sentido literal, mas também metafórico, como uma espécie rara de despertar para as coisas da natureza, e também um despertar do que temos dentro de tão natural e essencial.
Muito bonito!
Desejo para ti e os teus, um Feliz Natal com muita união familiar; e um ano novo mais leve com paz e saúde!
Um beijo imenso!